quarta-feira, 23 de setembro de 2009

'Qual a melhor religião??

Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e o Dalai Lama.
Leonardo Boff explica: "No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos (eu e o Dalai Lama) participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga: - "Santidade, qual é a melhor religião?" (Your holiness, what`s the best religion?)Esperava que ele dissesse: "É o budismo tibetano" ou "São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo." O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou: "A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito". É aquela que te faz melhor."
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar: - "O que me faz melhor?" Respondeu ele: -"Aquilo que te faz mais compadecido" (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... Mais ético...A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..." Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável... Não me interessa amigo, a tua religião ou mesmo se tem ou não tem religião. O que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo.... Lembremos:
"O Universo é o eco de nossas ações e nossos pensamentos". A Lei da Ação e Reação não é exclusiva da Física. Ela está também nas relações humanas. Se eu hajo com o bem, receberei o bem. Se hajo com o mal, receberei o mal. Aquilo que nossos avós nos disseram é a mais pura verdade: "terás sempre em dobro aquilo que desejares aos outros".

domingo, 20 de setembro de 2009

Lei Serra das OSS

GRANDE VITÓRIA DOS BRASILEIROS: NÃO SERÁ AINDA DESTA VEZ QUE VÃO VENDER 25% DO SUS ! SERRA E SEU SECRETÁRIO BARRADAS FORAM VENCIDOS – EM PARTE. MAS, VENCERAM EXPANDINDO A PRIVATIZAÇÃO PARA AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS. ERA APENAS ISTO QUE QUERIAM ?

ESTAVA MINHA DOMINGUEIRA PRONTINHA ESPERANDO SÓ A PENTEADA FINAL, QUANDO SAI NO DIÁRIO OFICIAL DE SÁBADO A LEI SANCIONADA PELO SERRA COM VETO À VENDA DOS 25% DOS LEITOS À INICIATIVA PRIVADA. GANHAMOS UMA BATALHA. MAS, QUEM TAMBÉM GANHOU FOI O SERRA QUE TIROU O BODE QUE ELE MESMO COLOCARA NA SALA!

ESTÁ CRIADO O FACTÓIDE ONDE O SERRA PASSA DE ALGOZ (SÓ POSSÍVEL) A HERÓI NACIONAL : AQUELE QUE IMPEDIU QUE FOSSE PRIVATIZADO O SUS EM SÃO PAULO. MESMO MANTENDO A EXPANSÃO DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS AGORA ABERTA AOS HOSPITAIS E SERVIÇOS JÁ EXISTENTES... INCLUSIVE, AO QUE PARECE, OS CEDIDOS PELO GOVERNO FEDERAL! (PODE? É LEGAL?) NÃO NOS ILUDAMOS: ELES, SERRA E BARRADAS (EM NOME DE QUEM?) TANTO QUERIAM ESTE BODE QUE FORAM OS MAIS FERRENHOS DEFENSORES DESTA PROPOSTA NA MÍDIA NESTES DIAS... PRIMEIRO A VENDA, DEPOIS ESCAMOTEARAM COMO RESSARCIMENTO... E FINALMENTE SE DOBRARAM AO INCONSTITUCIONAL E IMORAL DA MEDIDA.

VALE A PENA MOSTRAR O TAMANHO E O CHEIRO DO BODE QUE AGORA FOI TIRADO DA SALA DO SUS:

As falácias são muitas.

a) “O PROJETO DO SERRA NÃO PREVIA A VENDA DOS 25% DOS LEITOS – ISTO FOI INICIATIVA DO PARLAMENTO”. Para quem conhece bem o parlamento sabe o quanto faz qualquer bancada governista (federal, estadual e municipal) para verbalizar a vontade do chefe. Minha suposição lógica (só suspeita, mais nada) é de que foi muito bem escrito por quem da área tinha grande interesse em que assim fosse aprovado. Se não foi iniciativa do Executivo como ENTENDER que a defesa primeira foi feita pelo Secretário Barradas e pelo Serra? Estranho, não? Barradas disse que a venda dos 25% iria ajudar a financiar o SUS, que não teria fila dupla etc. Serra disse, comovido, que, a título de ressarcimento, iria captar o recurso do transplantado que tinha plano e que usava o SUS e que ele iria buscar no Plano este dinheiro que o plano economizou! Esqueceu que o ressarcimento já existe (até no Estado de SPaulo!!!), que tem ADIN no STF o que tem tornado o processo lento e que existindo por lei federal, não caberia ao estado criar seu próprio mecanismo se sobrepondo à legislação nacional. (Quanta falácia!)

b) OUTRA.LAMENTO CONSTATAR QUE PARECE NEM TEREM LIDO A EMENDA NO DETALHE POIS LÁ NÃO SE FALA APENAS DE PLANOS, MAS, TAMBÉM, DA VENDA DIRETA DE LEITOS E SERVIÇOS DO SUS A PACIENTES PRIVADOS. COMO UM PACIENTE PRIVADO IRÁ PAGAR A UM HOSPITAL PÚBLICO PARA TER AQUILO QUE ELE JÁ TERIA PELO SUS, SEM DESEMBOLSAR NENHUM TOSTÃO A MAIS QUE SEUS IMPOSTOS? OU O COITADO ESTARÁ MAL ORIENTADO (SERÁ QUE PENSAM EM VER NA PORTA QUEM TEM ALGUM DINHEIRO A MAIS PARA AJUDAR AO SUS?) OU ENTÃO ESTE PACIENTE PRIVADO ESTARÁ SIM (E AÍ É O DISCURSO OCULTO E OCULTADO!) COMPRANDO UMA OU AS TRÊS COISAS: 1) ENTRADA PRIVILEGIADA NUMA FILA QUE ANDA RÁPIDO CUJA PORTA DE ENTRADA É A PASSAGEM POR SERVIÇOS E CONSULTÓRIOS PRIVADOS COMPRANDO PASSE LIVRE NO SUS? 2) DIREITO A ACOMODAÇÃO ESPECIAL ONDE OS PACIENTES SUS E NÓS TODOS CIDADÃOS, ESTAREMOS LEGITIMANDO QUE HAVERÁ UMA ENFERMARIA (ATÉ MESMO COM APENAS DOIS LEITOS) PARA OS PACIENTES SUS E QUARTOS INDIVIDUAIS COM ACOMPANHANTES PARA PACIENTES PRIVADOS E DE PLANOS? (E O BARRADA DIZIA QUE NÃO DIMINUIRIA A CAPACIDADE DE ATENDIMENTO AO SUS!!!) 3) TRATAMENTO ESPECIAL POR MÉDICOS PRIVADOS COM MAIS ATENÇÃO, MAIS CARINHO OU MAIS RELAÇÃO.

a) “Secretário diz que só um hospital público de SP será terceirizado - Luiz Roberto Barradas, responsável pela Saúde no Estado, afirma que demais unidades antigas não serão geridas por entidade privada” FSP - O Secretário de Saúde Barradas tem dito isto na mídia, esquecendo-se da clareza de sua Lei (ele que escreveu E ASSINOU o projeto inicial para o SERRA ) que abre as portas totalmente para todos os hospitais já existentes e os que vierem a ser criados. A Lei fala inclusive das fundações de apoio que são efetivamente sempre apoiadas pelas atividades do INCOR, HOSPITAL DAS CLÍNICAS, DANTE PAZANESI...

b) Uma dúvida que tenho: o HOSPITAL BRIGADEIRO (Único que Barradas diz que será privatizado!) SEMPRE FOI FEDERAL (IAPAS-INAMPS-MINISTÉRIO DA SAÚDE) E CEDIDO À SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO. PERGUNTO: É LÍCITO ENTREGAR A TERCEIROS UM PRÓPRIO PÚBLICO DE OUTRA ESFERA DE GOVERNO, APENAS CEDIDO AO ESTADO DE SÃO PAULO????? ISTO PERMANECE NO AR E O VETO NÃO MUDA A DISPOSIÇÃO.

Estou anexando um quadro onde coloco na primeira coluna a LEI 846 DE 1998 que autorizou as Organizações Sociais em São Paulo nos artigos em que foi modificada. Na segundo Coluna o Projeto Original encaminhado pelo Serra à Assembléia em novembro do ano passado. Na terceira coluna a Emenda Aglutinativa aprovada na Assembléia. Na quarta coluna meu comentário sucinto explicando o significado do QUE FOI SANCIONADO E VETADO PELO SERRA no projeto do Serra com a emenda de parlamentar (barriga de aluguel!). JÁ QUE ELE PRÓPRIO ENCAMINHOU O PROJETO À ASSEMBLÉIA.

sábado, 19 de setembro de 2009

Saúde demanda políticas centradas no interesse social

Juan Carlos Aneiros Fernandez, pesquisador e secretário executivo do Cepedoc Cidades Saudáveis - (Centro de Estudos, Pesquisa e Documentação), explica o que é uma cidade saudável, enfatizando a importância de se terem políticas públicas centradas no interesse social e participação comunitária na definição dos problemas e das demandas na área de saúde.Criado em 2000, por integrantes da "Oficina Permanente de Cidades Saudáveis", organizada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), o Cepedoc Cidades Saudáveis auxilia municípios e comunidades a ingressarem no Movimento por Cidades Saudáveis e realiza estudos e pesquisas de melhoria de qualidade de vida nas cidades.Mobilizadores COEP - Algumas cidades de todo o mundo concentram grandes contingentes populacionais e enfrentam diversos desafios. Quais os principais problemas em termos de promoção da saúde enfrentados por essas grandes cidades?R. Como a promoção da saúde atua com foco nos determinantes sociais da saúde*1, os problemas que se tem de enfrentar nessas situações não diferem daqueles reconhecidos por todas as áreas como decorrentes dos processos de urbanização – no nosso caso, uma urbanização acelerada e sem um planejamento adequado. São alguns exemplos a desigualdade social, a precariedade de infraestrutura urbana e de serviços públicos em diversos territórios da cidade, a degradação ambiental, a contaminação do ar e dos mananciais de água, o tempo gasto com deslocamentos dentro da cidade. Poderíamos destacar o fato de que os óbitos em São Paulo, a exemplo do que ocorre em outras grandes cidades brasileiras, decorrem primeiramente de doenças do aparelho circulatório, seguidas de causas externas, que incluem acidentes e outros tipos de violência. Ambos os grupos de causas poderiam ser minimizados com modificações nos modos de vida e nas condições geradoras de estresse. Teríamos assim um leque bastante amplo de ações possíveis, desde aquelas relacionadas diretamente à escolha de estilos de vida saudáveis pelos indivíduos - e da criação das condições necessárias a essa escolha – até aquelas que asseguram proteção social e o enfrentamento das iniquidades. Mobilizadores COEP - De que forma esses problemas podem ser enfrentados, especialmente nos países em desenvolvimento, como o Brasil?R. Colocando a saúde da população como foco das políticas públicas de modo geral. Isso significa partir do pressuposto de que não existe desenvolvimento se não há justiça social. Parece ser necessário inverter a lógica do interesse econômico, do mercado e do lucro a qualquer preço. A área da saúde pode oferecer um bom exemplo para isso. Não adianta insistir apenas na prática curativa, na especialização para o trato de doenças mais raras, no desenvolvimento desenfreado de medicamentos, se as pessoas estão morrendo por causas associadas à pobreza, à falta de oportunidades de realização pessoal, à falta de saneamento básico e de acesso a níveis básicos de educação e proteção social. O Brasil é um bom exemplo para a garantia de acesso a serviços via Sistema Único de Saúde. O SUS expressa a mobilização social em torno de um novo sanitarismo que realizou a crítica que estou tentando resumir. A concepção desse sistema de saúde e sua implementação corroboram para a produção da saúde nos termos aqui apresentados. Porém, também o SUS sofre as pressões do interesse e dos agentes econômicos em níveis nacional e internacional. A defesa e o fortalecimento desse sistema para que ele possa cumprir na íntegra suas promessas de atenção integral e de enfrentamento de iniquidades é certamente uma das formas de enfrentar os problemas de nosso tempo.Outra questão de extrema importância para se enfrentar os problemas atuais nas grandes cidades parece ser a descentralização político-administrativa. Essa seria uma forma de tornar mais acessível aos indivíduos e comunidades a gestão de políticas públicas. Mobilizadores COEP - Como a forma de desenvolvimento do Brasil tem afetado as condições de saúde da população? Quais os principais desafios hoje? R. Acho que já está respondido, mas talvez caiba acrescentar que temos tido alguns avanços recentemente. Mal ou bem, já existe alguma preocupação ambiental instituída e um movimento, ainda que pequeno, de redução das desigualdades. Penso que sejam muitos os grandes desafios, mas o principal para relacionar desenvolvimento e saúde talvez seja uma mudança de paradigma, tanto em relação ao desenvolvimento, frequentemente associado apenas ao crescimento econômico, quanto em relação à saúde, frequentemente associada à ausência de doenças. Isso quer dizer que temos como desafio pensar que não há um desenvolvimento de fato se não houver produção e ampliação da qualidade de vida. Mobilizadores COEP - O que caracteriza uma cidade saudável?R. Um forte compromisso de autoridades, comunidades e outros atores sociais de buscar permanentemente melhorias na qualidade de vida da população. Uma cidade saudável é aquela que assume os princípios da participação social, intersetorialidade, sustentabilidade e equidade na gestão das políticas públicas. Mobilizadores COEP - Quais os principais indicadores de uma cidade saudável?R. É muito difícil eleger indicadores que sejam adequados indistintamente a todas as cidades. É possível ter cidades saudáveis que apresentem diferenças significativas em relação a um mesmo indicador. Em uma determinada cidade as pessoas e grupos envolvidos na construção de uma cidade saudável podem avaliar que a inexistência de áreas de lazer seja um dos entraves à obtenção de melhores níveis de qualidade de vida. Em outra cidade, o indicador principal pode ser o acesso a cursos profissionalizantes ou voltados para a geração de renda. Em outro caso, elevar o grau de confiança da população no poder público, um dos elementos importantes da chamada governança, pode ser o desafio para construir a cidade saudável. Reconheço a dificuldade para operar com indicadores nessa perspectiva, o que dificulta muito a comparação e, sobretudo, a classificação de municípios, mas ao mesmo tempo vejo também nisso uma grande potência, isto é, a proposta de cidades saudáveis é aberta o bastante para que seus atores se sintam confortáveis dentro dela. Por isso, a melhor resposta a esta pergunta seria que os principais indicadores de uma cidade saudável são aqueles que os atores envolvidos elegerem como significativos para aferir melhorias na qualidade de vida. Mobilizadores COEP - Quais os objetivos do Movimento por Cidades Saudáveis? Como e quando foi criado?R. O objetivo da estratégia de Cidades Saudáveis é promover saúde. O movimento surgiu como uma proposta da Organização Mundial de Saúde – Organização Pan-Americana de Saúde (OMS-OPAS), em meados dos anos de 1980, que seria profícua para implementar as estratégias definidas na Carta de Ottawa de 1986*2, aprovada na primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde. O documento surge em um contexto de democratização dos países sul e centro-americanos e, portanto, comprometido com a idéia do “empowerment”*3 social e do desenvolvimento comunitário. Do ponto de vista da área da saúde propriamente dita, a promoção da saúde e o movimento por cidades saudáveis – uma de suas estratégias - expressam também uma mudança nos modos de entender e de se produzir saúde. Reafirmam a superação das práticas de saúde centradas na atenção médica curativa, para buscar a globalidade de fatores que determinam a saúde, como desigualdade de renda, condições de moradia e trabalho, educação etc. O movimento buscava fomentar a definição de políticas públicas saudáveis (preocupação explícita com a saúde e equidade), promover a construção de parcerias, a troca de experiências, a experimentação de modelos de gestão integrada e participativa, assim como o estímulo às práticas de avaliação participativas.Mobilizadores COEP - De que forma as comunidades são envolvidas no movimento? E o que é feito para fomentar essa participação?R. Não há uma receita para o modo de envolvimento das comunidades. Depende das condições dadas em cada uma das situações (tamanho da cidade, estrutura preexistente de participação ou controle social, tipo de plano de ação imaginado, local de onde parte a experiência). De toda forma, sugere-se a constituição de um comitê intersetorial, que inclua governo e sociedade civil, a elaboração participativa de um planejamento estratégico, a realização de oficinas de diagnóstico de problemas e potencialidades etc.Mobilizadores COEP - Como as associações comunitárias podem atuar para equacionar problemas de saúde e promover melhores condições de vida para suas populações?R. Saúde e qualidade de vida têm uma dimensão subjetiva de extrema relevância. Os sujeitos individuais e coletivos devem ter a oportunidade de refletir sobre quais sejam seus problemas de saúde e suas aspirações nesse sentido. Ver reconhecidos seus saberes e poder integrá-los ou relacioná-los a outros saberes é uma forma de ampliar a capacidade de controle sobre os determinantes sociais da saúde. Promover a reflexão sobre saúde entre seus associados, buscar o estabelecimento de redes e parcerias com outras organizações, respeitando um quadro de pluralidade e diversidade. Perceber o quanto a saúde depende não apenas dos serviços de saúde, mas das políticas públicas de um modo geral, e, em razão disso, engajar-se e aproveitar todas as oportunidades existentes de atuação na esfera pública parece ser um bom caminho para a promoção de melhorias na qualidade de vida das populações. Conhecer mais sobre a gestão pública, ocupar e alargar os espaços de participação, acompanhamento e fiscalização.Mobilizadores COEP - O que os cidadãos podem fazer para reivindicar uma cidade mais saudável?R. Talvez não se trate tanto de reivindicar uma cidade saudável, mas sim de ajudar a construí-la. A perspectiva da estratégia de cidades saudáveis é colaborativa, é de corresponsabilidade, de pactuação, negociação e assim por diante. Uma cidade saudável se constrói com justiça social, com cidadania, com relações solidárias, com envolvimento com as questões públicas, com ampliação da confiança entre indivíduos, entre grupos e entre estes e os governos. Mobilizadores COEP - Segundo informações que constam no site do movimento, as ações são localizadas em São Paulo. Existe a possibilidade de ampliar o campo de atuação? O que seria necessário para isso? Como um município ou comunidade pode participar?R. A estratégia de cidades saudáveis não teve no Brasil o mesmo desenvolvimento verificado na América Latina de modo geral. Ao longo dos últimos 15 ou 20 anos, diversas cidades por todo o país adotaram e abandonaram essa estratégia, entre elas algumas capitais como Curitiba (PR), Goiânia (GO) e São Paulo (SP), em uma de suas subprefeituras. Entre outras, são razões para isso, por um lado, a característica de nossa cultura política e de gestão que favorece a descontinuidade das políticas e, por outro lado, a inexistência de uma política nacional de fomento e/ou de custeio de iniciativas dessa natureza. Há um campo aberto para atuação. Exemplo disso são as redes de municípios saudáveis existentes tanto em Pernambuco, fomentada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), como aquela fomentada por pesquisadores ligados à Unicamp na região de Campinas (SP).Também, há cerca de um ano, houve uma retomada da estratégia de Cidades Saudáveis por parte do Ministério da Saúde brasileiro, que promoveu o encontro e constituição de um comitê provisório da rede de cidades saudáveis no Brasil. Isso pode, em curto prazo, produzir uma ampliação do campo de atuação, já que novas medidas de estímulo à adoção da estratégia podem surgir desses encontros. Mobilizadores COEP - O que uma rede nacional de mobilização social como o COEP pode fazer para contribuir para a disseminação de comunidades saudáveis? Quais as principais ações a serem adotadas?R. Disponibilizar informações acerca de uma visão ampliada de saúde que vai além da ausência de doenças. Acompanhar de perto, ou de dentro, esse movimento recente do Ministério da Saúde a que me referi. Convocar indivíduos e organizações sociais a ocuparem, de fato, os espaços abertos de interlocução com políticas públicas de modo geral, de forma a torná-los cada vez mais amplos, confortáveis e significativos. Nosso site é um problema sério, isto é, parece que não conseguimos dar conta de mantê-lo atualizado, mas há um “Guia de gestores” na seção de publicações, que é um material da OPAS que ajudamos a elaborar e que traz, de modo muito simples, propostas para constituir municípios e comunidades saudáveis. Ele poderia também ser divulgado.Notas:*1 Determinantes sociais de saúde (DSS) são as condições sociais em que as pessoas vivem e trabalham ou "as características sociais dentro das quais a vida transcorre” (Tarlov,1996). Alguns desses determinantes são biológicos ou estão sob maior controle do indivíduo (ex: certas condutas individuais); outros, de abrangência coletiva, são dependentes de políticas públicas e das condições políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais existentes. Para promover saúde é preciso atuar sobre os determinantes (pessoais e não-pessoais) da saúde.*2 A Carta de Ottawa reafirma a importância da promoção à saúde e aponta, principalmente, a influência dos aspectos sociais sobre a saúde dos indivíduos e da população, caracterizando-se como o "processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo". Ela enfatiza a importância de cinco estratégias fundamentais para se alcançar plena saúde: política pública, ambiente saudável, reforço da ação comunitária, criação de habilidades pessoais e reorientação do serviço de saúde.*3 Empowerment, que tem sido traduzido em português pela palavra empoderamento, parte da idéia de dar às pessoas o poder, a liberdade e a informação que lhes permitam tomar decisões e participar ativamente de processos sociais, organizacionais, etc.Entrevista concedida a: Eliane AraujoEdição: Eliane Araujo e Renata OlivieriMobilizadores COEP (Rede de incentivo à prática social criada pelo Comitê de Entidades no Combate à Fome e Pela Vida)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Enfermagem obtêm dupla vitória em Brasília


Foi aprovado no final da manhã desta quarta-feira, 16/09, na Comissão de Finanças e Tributação, da Câmara Federal, o projeto de lei 2295/2000 que estabelece a carga horária de trabalho dos profissionais de enfermagem do Brasil em 30 horas semanais. O relator foi o deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC) e afirma que, “a aprovação da proposta busca a isonomia com as demais áreas da saúde". O parlamentar lembra que em muitas prefeituras e estados, os profissionais de enfermagem já trabalham 30 horas por semana de modo que o impacto financeiro para as instituições não será tão grande.
Aqui no Estado, são mais de 40 mil profissionais de enfermagem registrados no Coren/SC e a luta para a aprovação deste Projeto de Lei já ultrapassa a casa dos oito anos. Diversos profissionais juntamente com dirigentes do Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina, Aben-SC, Sindsaúde, Sindprevs/SC e da Enfermeira Deputada Ana Paula Lima estiveram ontem em Brasília participando da audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação, o que contribuiu para sensibilizar os deputados da Comissão para a provação do Projeto. Para a presidente do Coren/SC, Enfª Drª Denise Elvira Pires de Pires, “esta foi mais uma vitória da categoria, que diariamente sofre um desgaste físico e emocional, o que muitas vezes leva ao afastamento de seus postos de trabalho por adoecimento”.
Outra vitória para a categoria foi a aprovação do projeto de lei 4924/2009 na Comissão de Seguridade Social e Família, que dispõe sobre o piso salarial do(a) enfermeiro(a), do(a) técnico(a) de enfermagem, auxiliar de enfermagem e parteira. O valor estipulado é de R$ 4.650,00 para enfermeiros, setenta por cento deste valor para técnicos de enfermagem e cinquenta por cento para auxiliares e parteiras.
Atenciosamente,
Viviani Souza
Assessoria de Imprensa
Coren-SC –
F: (48) 99815188

sábado, 12 de setembro de 2009

Os futuros benefícios da Gripe A

Francisco Orniudo Fernandes - Médico infectologista
Publicado no(a): Em: 1/9/2009


Sempre que acontece uma epidemia, há propagação também de pânico na população, gerado pela falta de conhecimentos sobre a nova doença, a indisponibilidade de um tratamento eficaz, ou de proteção através das vacinas. O medo maior é, sobretudo, da morte, que no início ocorre com rapidez e com números assustadores. Epidemias e pandemias nunca deixarão de existir. Paracelso há alguns séculos afirmara: “O certo é que, no mesmo lugar da terra onde existe um veneno mortal, existe um contraveneno exato; e que, do mesmo modo que as doenças são geradas, a saúde também é produzida”. A epidemia da gripe H1N1, assim como as demais que aconteceram na história da humanidade, vai terminar quando a população adquirir imunidade, porque teve a doença, ou com a aplicação da vacina específica, tornando-se posteriormente, uma gripe sazonal, como a gripe comum. É possível que tenhamos uma diminuição progressiva dos casos, nos próximos meses, com a chegada do verão, o vento forte que sopra em nossa região e os raios do sol servirão para trazer alegria com a diminuição das doenças infecciosas respiratórias. Eu acredito que as medidas básicas de higiene, tais como: lavar as mãos e a utilização de lenços descartáveis, evitar aglomerações, amplamente propagadas pelos meios de divulgação, traga o benefício para a contensão da pandemia, e, quem sabe, se essas orientações permanecerem como educação continuada, no futuro irão contribuir para a diminuição dos índices de infecção hospitalar. A mídia exerce um papel fundamental quando focaliza para a comunidade os aspectos educativos estabelecidos pelos órgãos públicos de saúde. As notícias quando são excessivas, agressivas, com enfoques negativos, sobretudo, projetando a progressão da doença e números de óbitos, pode contribuir para o pânico generalizado. O Ministério da Saúde tem toda responsabilidade de informar adequadamente sobre a evolução da doença no País, as medidas que precisam ser adotadas ou modificadas, as descobertas recentes, inclusive, a perspectiva de uma nova vacina. Infelizmente as autoridades brasileiras alertam para as práticas de higiene e civilidade, nas ocorrências de surtos ou epidemias, quando deveria ser instituído um programa de educação permanente, nas escolas, colégios, universidades, hospitais e todas as instituições nacionais de saúde Compete também ao Governo, adotar medidas enérgicas com aplicação de multas, para impedir a exploração das firmas comerciais, supermercados, laboratórios, distribuidoras de medicamentos ou farmácias, que se aproveitam da situação de pânico da população, para aumentar o preço de materiais ou substâncias utilizadas para a higiene e prevenção, tais como, máscara, lenços descartáveis e álcool. Como exemplo, em menos de dois meses, do aumento do número de casos, a máscara N95 que tem a sua utilização restrita aos profissionais de saúde, que lidam diretamente com os doentes da H1N1, custava R$ 3,00, já está sendo vendida pelo preço de R$ 15,00 . O álcool-gel que era pouco consumido está faltando nos estabelecimentos comerciais, e quando se encontra o preço está nas alturas. Há pessoas que arbitrariamente estão comprando (no mercado paralelo) e se automedicando com o oseltamivir, sem nenhum critério, sem prescrição médica e sem garantia quanto a sua confiabilidade. Registro de reações colaterais e resistência viral são relatados na literatura mundial. Em todas as epidemias há os verdadeiros beneficiados, os doentes que se submetem ao tratamento e ficam curados, os que se protegem com a aplicação da vacina, e, os que ganham dinheiro à custa da exploração do povo apavorado. Toda pandemia tem começo e fim.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Piso Salarial da Enfermagem...!


*Projeto de Lei sobre Piso Salarial: É hora da enfermagem se manifestar*


Está tramitando na Câmara dos Deputados, desde março deste ano, o Projeto de Lei 4.924, que dispõe sobre o piso salarial de Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem e Auxiliares de Enfermagem. O Projeto de Lei, de autoria do Deputado Federal Mauro Nazif, de Rondônia, altera a Lei 7.498/86 (Lei do Exercício Profissional de Enfermagem), incluindo um artigo que define o piso salarial do enfermeiro em R$ 4.650,00, a ser reajustado, anualmente, pela variação acumulada do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Para o Técnico de Enfermagem, o valor proposto para o piso é de 50% do valor do piso do enfermeiro (R$ 2.325,00) e, para o Auxiliar de Enfermagem, 40% do piso do enfermeiro (R$ 1.860,00). Em sua justificativa para apresentação do Projeto de Lei, o Deputado alega que os profissionais da categoria, além de possuírem uma carga horária semanal de trabalho elevada, ainda acumulam mais de um emprego, com o intuito de conseguir uma remuneração melhor. "Mesmo assim, em muitos casos, esse objetivo não é alcançado". O Deputado Mauro Nazif defende que a fixação do piso salarial, por lei, é fundamental, crucial para o bom desempenho da atividade, na medida em que irá oferecer melhores condições de trabalho. "Quando os profissionais sentirem que recebem uma remuneração condizente com suas responsabilidades, poderão exercer suas atividades em apenas um estabelecimento". *Projeto ainda irá tramitar em várias Comissões * Antes de seguir para a votação, que aprovará ou não o Projeto de Lei, o texto passa por diversas Comissões da Câmara, que têm a função de apresentar e estudar todos os dados, antecedentes, circunstâncias e conveniência de um Projeto de Lei. Nas Comissões, possibilita-se que todos esses aspectos sejam amplamente discutidos, até a formação do consenso que, emitido sob a forma de parecer da Comissão, irá orientar o Plenário na apreciação da matéria. Atualmente, o Projeto de Lei 4.924/2009 encontra-se na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). O presidente do COREN-SP, Claudio Alves Porto, espera que os profissionais de São Paulo se manifestem, entrando em contato diretamente com os Deputados Federais, através de e-mail, expondo a necessidade da aprovação do Projeto de Lei, em benefício da categoria e de toda a sociedade. "Os Deputados Federais são nossos representantes. Nada mais justo, necessário e urgente do que cobrarmos deles um posicionamento sério a respeito desta questão. E é obrigação de cada um dos mais de 300 mil profissionais de Enfermagem do estado de São Paulo se manifestarem pela aprovação do Projeto".

Manifeste-se. Posicione-se. Lute pelos interesses da sua profissão.

domingo, 6 de setembro de 2009

Para se pensar....

JustificarVERGONHA: GOVERNO PAULISTA VENDE LEITOS PÚBLICOS DO SUS, PARA O SETOR PRIVADO E AINDA DIZ QUE NÃO FARÁ FALTA!!!
SÃO VÁRIAS AS FALÁCIAS DOS DEFENSORES, (GOVERNO, DIRIGENTES DA SECRETARIA DE SAÚDE E DE ORGANIZAÇÕES SOCIAIS, PROFISSIONAIS E OUTROS) QUAIS CONVICÇÕES E INTERESSES OS MOVEM, NEM IMAGINAMOS!!! PROMETO UMA ANÁLISE DETALHADA ASSIM QUE O SERRA SANCIONAR A LEI QUE ELE PRÓPRIO MANDOU PARA A ASSEMBLÉIA E QUE FOI APROVADA POR 55 DEPUTADOS ESTADUAIS E REJEITADA POR 17. PELA NOVA LEI, OS LEITOS, AÇÕES E SERVIÇOS DE MAIOR COMPLEXIDADE, DE PROPRIEDADE DO POVO PAULISTA E NAS MÃOS TRANSITÓRIAS DO GOVERNO SERRA, PODERÃO SER VENDIDOS A PARTICULARES E A PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE. A NOVA LEI AUTORIZA QUE HOSPITAIS PÚBLICOS ANTIGOS DO ESTADO (INCOR, DANTE PAZANESI, HOSPITAL DAS CLÍNICAS E VÁRIOS OUTROS) PASSEM PARA AS MÃOS DO SETOR PRIVADO (ORGANIZAÇÕES SOCIAIS). AUTORIZA, O QUE É AINDA MAIS GRAVE, QUE 25% DOS SERVIÇOS E LEITOS PÚBLICOS SEJAM VENDIDOS A PARTICULARES E PLANOS DE SAÚDE.
A VERGONHA É QUE O SUS VAI VENDER PARA O PRIVADO O QUE FALTA PARA ELE! NÃO VENDE A SOBRA, O EXCESSO: VENDE LEITOS E SERVIÇOS PÚBLICOS USURPADOS DE CIDADÃOS USUÁRIOS QUE SÓ TÊM DIREITO AO SUS!!!! (NÃO TEM POSSIBILIDADE DE TER SOBRA DE LEITOS E EXAMES, QUANDO TODA A CAPACIDADE É DO SUS E NÃO DÁ CONTA DE ATENDER AO POVO!!!!)
VERGONHA!!!!! (LEMBRO-ME DE QUANDO ASSASSINARAM KENNEDY E AS TVS AMERICANAS FICARAM VÁRIAS HORAS COM UMA ÚNICA PALAVRA NA TELA: SHAME!)


Dr. Gilson Carvalho - Médico Pediatra

O tempo passa, as coisas mudam e a gente continua se enganando !

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Preparação para a segunda onda da gripe.....

Preparación para la segunda oleada: enseñanzas extraídas de los brotes actuales
Gripe pandémica (H1N1) 2009. Nota informativa núm. 9
28 DE AGOSTO DE 2009 GINEBRA
La vigilancia de los brotes registrados en distintas partes del mundo proporciona información suficiente para extraer algunas conclusiones provisionales sobre la posible evolución de la pandemia en los próximos meses.
La OMS aconseja a los países del hemisferio norte que se preparen para una segunda oleada de propagación de la pandemia. Los países de clima tropical, a los que el virus pandémico llegó más tarde, también necesitan prepararse para atender un número creciente de casos.
Los países de las zonas templadas del hemisferio sur deberían permanecer vigilantes. La experiencia demuestra que, aunque el momento álgido de la pandemia ya haya pasado, pueden persistir "puntos rojos" localizados de transmisión intensa.
El virus H1N1 es ya la cepa dominante
La evidencia obtenida a partir de numerosos lugares afectados por brotes demuestra que el virus pandémico H1N1 ha arraigado rápidamente y constituye hoy la cepa de virus gripal dominante en la mayor parte del mundo. La pandemia persistirá en los próximos meses, pues el virus sigue propagándose a través de poblaciones vulnerables.
La estrecha vigilancia de los virus llevada a cabo por una red de laboratorios de la OMS muestra que en todos los brotes el virus se mantiene prácticamente idéntico. Los estudios realizados no han detectado ningún indicio de que el virus haya mutado y se haya hecho más virulento o letal.
Análogamente, las manifestaciones clínicas de la gripe pandémica son muy similares en todos los países. La gran mayoría de pacientes sigue presentando un cuadro leve. Aunque el virus puede provocar manifestaciones muy graves e incluso mortales, también en personas jóvenes y sanas, el número de casos de ese tipo sigue siendo reducido.
Grandes poblaciones vulnerables a la infección
Aunque estas tendencias son alentadoras, en todos los países sigue habiendo muchas personas especialmente vulnerables a la infección. Incluso si se mantiene el carácter leve que por lo general tiene la enfermedad, el impacto de la pandemia durante la segunda oleada podría agravarse de resultas del mayor número de personas infectadas.
Cabe pensar que la existencia de un elevado número de pacientes gravemente enfermos que requerirán cuidados intensivos representará la carga más apremiante para los servicios de salud, y esa presión podría desbordar las unidades de cuidados intensivos, en detrimento posiblemente de la atención dispensada a los afectados por otras enfermedades.
Vigilancia de la farmacorresistencia
Hasta la fecha solo se han detectado en todo el mundo unos cuantos casos de resistencia del virus pandémico al oseltamivir, pese a los muchos millones de tratamientos antivíricos administrados. Todos esos casos han sido ampliamente investigados, y por el momento no se ha descubierto ningún caso de retransmisión del virus farmacorresistente. Se sigue aplicando una intensa vigilancia, también a través de la red de laboratorios de la OMS.
Distinta de la gripe estacional
Los datos actualmente disponibles muestran algunas diferencias relevantes entre las pautas de morbilidad notificadas durante la pandemia y las observadas en las epidemias estacionales de gripe.
Los grupos de edad afectados por esta pandemia son por lo general más jóvenes, tanto si se considera la frecuencia de infección como, sobre todo, el número de casos graves o mortales.
Hasta la fecha, la mayoría de los casos graves y mortales se han dado en adultos de menos de 50 años, y las defunciones de personas de edad avanzada han sido relativamente raras. Esta distribución de edades contrasta claramente con el perfil de la gripe estacional, en la cual alrededor del 90% de los casos graves y mortales afectan a personas de más de 65 años.
Insuficiencia respiratoria grave
Lo más destacable quizá es que médicos de todo el mundo están notificando una forma muy grave de la enfermedad, también en personas jóvenes y sanas por lo demás, que no es frecuente entre los casos de gripe estacional. En esos pacientes el virus infecta directamente el pulmón y causa una insuficiencia respiratoria grave. Para salvar esas vidas se requiere una atención altamente especializada y exigente en una unidad de cuidados intensivos, donde el ingreso será por lo general largo y costoso.
Durante el invierno vivido en el hemisferio sur, varios países han comprobado que la necesidad de cuidados intensivos representa la mayor carga para los servicios de salud. Algunas ciudades de esos países han señalado que casi el 15% de los casos hospitalizados han requerido cuidados intensivos.
Las medidas de preparación deben prever esa demanda creciente que deberán soportar las unidades de cuidados intensivos, que podrían verse desbordadas por un aumento súbito del número de casos graves.
Grupos vulnerables
Es ya un hecho repetidamente documentado en todos los países que el embarazo acarrea un mayor riesgo, y ese dato adquiere especial relevancia si consideramos que este virus afecta preferentemente a los jóvenes.
Los datos reunidos siguen confirmando que algunas dolencias acentúan el riesgo de que la enfermedad adquiera gravedad o conduzca a la muerte. Entre ellas cabe citar las enfermedades respiratorias, especialmente el asma, las enfermedades cardiovasculares, la diabetes y los estados de inmunodepresión.
A la hora de intentar prever el impacto de la pandemia a medida que aumente el número de infectados, los funcionarios de salud deben tener en cuenta que muchos de esos trastornos predisponentes se han vuelto mucho más frecuentes en las últimas décadas, con el consiguiente aumento del número de personas vulnerables.
La obesidad, presente con frecuencia en los casos graves y mortales, constituye hoy día una epidemia mundial. Por otra parte, la OMS estima que hay en todo el mundo más de 230 millones de personas que sufren asma, y más de 220 millones con diabetes.
Además, enfermedades como el asma y la diabetes no suelen considerarse mortíferas, especialmente entre los niños y los adultos jóvenes. Las defunciones de personas jóvenes por esas causas, precipitadas por la infección gripal, son otra posible dimensión del impacto de la pandemia.
Mayor riesgo de hospitalización y muerte
Varios estudios preliminares muestran un mayor riesgo de hospitalización y muerte en algunos subgrupos, incluidos grupos minoritarios y poblaciones indígenas. Según algunos estudios, el riesgo en esos grupos es entre 4 y 5 veces mayor que en la población general.
Aunque no se conocen con precisión las razones de ese fenómeno, se barajan como explicaciones el menor nivel de vida y la mala salud general, incluida una alta prevalencia de trastornos como el asma, la diabetes y la hipertensión.
Implicaciones para el mundo en desarrollo
Estos hallazgos cobrarán probablemente más importancia a medida que la pandemia gane terreno en el mundo en desarrollo, donde millones de personas viven en condiciones precarias y sufren numerosos problemas de salud, sin apenas acceso a atención sanitaria básica.
Dado que gran parte de los datos disponibles sobre la pandemia proceden de países ricos y de ingresos medios, habrá que vigilar estrechamente la situación en los países en desarrollo. Un virus que ha causado trastornos manejables en los países prósperos puede tener efectos devastadores en muchas partes del mundo en desarrollo.
Coinfección por el VIH
La gripe pandémica de 2009 es la primera que se produce desde la aparición del VIH/sida. Datos preliminares de dos países llevan a pensar que las personas con coinfección H1N1/VIH no corren un mayor riesgo de presentar complicaciones graves o mortales de la enfermedad, siempre que reciban tratamiento antirretroviral. En la mayoría de esos pacientes la enfermedad causada por el virus H1N1 es de carácter leve, y la recuperación es total.
Estos hallazgos preliminares, de confirmarse, son una noticia tranquilizadora para los países en que hay una prevalencia importante del VIH pero también una buena cobertura de tratamiento con antirretrovirales.
Según las estimaciones actuales, hay en todo el mundo unos 33 millones de personas con VIH/SIDA. De ellos, la OMS estima que en torno a 4 millones estaban recibiendo tratamiento antirretroviral a finales de 2008.

II Encontro Macro Regional da Saúde da Familia


2010 que me aguarde !!!!!


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Indústria da saúde aposta no Brasil



População de baixa renda amplia consumo de medicamentos e faz fábricas, distribuidoras e hospitais contratarem e desengavetarem projetos de expansão
A indústria da saúde aproveita o ano de crise econômica mundial para crescer no Brasil, onde a melhora da renda das classes C e D insere milhões de pessoas no mercado de consumo de medicamentos e de serviços médico-hospitalares. Pesquisa da consultoria Pricewaterhouse Coopers envolvendo 70 executivos da indústria farmacêutica, distribuidoras de medicamentos e hospitais em atividade no país constata que 86% estão investindo neste ano. A grande maioria (83%) afirma que destinará até R$ 15 milhões para desenvolver novos produtos, melhorar ou ampliar instalações e aprimorar as tecnologias usadas.“É surpreendente. Olhando o resultado friamente, parece até exagero”, diz o sócio da Pricewaterhouse Coopers Luís Madasi. Ele lembra que as entrevistas com os executivos foram realizadas entre a segunda quinzena de maio e os primeiros 15 dias de junho. “Naquele momento, o ambiente ainda não estava muito claro, especialmente em relação à cotação do dólar e à inflação”, frisa ele.EmpregoMadasi atribui o otimismo ao potencial de expansão do mercado brasileiro. “Quando se fala na indústria de medicamento, não podemos esquecer que há uma parcela grande da população que ainda não tem acesso, nem mesmo aos genéricos, cujos preços são mais em conta”, avalia. “O que se pode concluir é que essa é uma indústria que espera crescer no curto prazo e enxerga perspectivas de médio e longo prazo com otimismo.” Tanto que 42,9% das empresas consultadas responderam que irão contratar para ampliar o quadro de pessoal.É o caso do Laboratório Teuto Brasileiro. “No fim do ano passado a indústria como um todo fez alguns cortes de empregados. Mas nada que comprometesse o nível de produção. A Teuto não precisou fazer”, conta o presidente da empresa, Marcelo Henriques Leite. “Agora, com o crescimento que estamos registrando em nossas vendas, vamos precisar admitir.” O executivo acrescenta que este aumento nas vendas vem sendo provocado pelo mercado de genéricos, que está se consolidando no Brasil e é o carro-chefe do laboratório.“No exterior, os medicamentos genéricos respondem por cerca de 50% das vendas. Aqui no Brasil esse segmento corresponde por algo entre 15% e 17%”, calcula Leite. “Portanto, ainda há espaço para avançar muito”. E foi apostando nisso que a Teuto programou seus investimentos pelos próximos 10 anos. “Investimos 7% do nosso faturamento líquido no desenvolvimento de novos produtos. Mantivemos os valores sem cortes. Só em máquinas, gastamos de 2% a 3% de nossa receita. Compramos os equipamentos, recebemos e estamos usando”. O presidente conta que a Teuto fez um grande investimento e agora está recuperando a participação de mercado que tinha. “Nosso faturamento está aumentando de 20% a 25% ao ano. E devemos manter este ritmo em 2009.”Lucro maiorOs bons resultados também são apresentados pela Profarma Distribuidora de Produtos Farmacêuticos, uma das principais distribuidoras da indústria farmacêutica do país. No segundo trimestre deste ano, a empresa registrou lucro líquido de R$ 17,9 milhões, valor 66,2% maior do que em igual período do ano passado. Esse aumento corresponde a 2,8% da receita operacional líquida, maior margem alcançada pela companhia em trimestres semelhantes desde 2006.A receita bruta teve expansão de 15,5% em relação aos primeiros três meses do ano, somando R$ 764,3 milhões. “Vale destacar que essa alta foi homogênea em todo país e se deu principalmente em razão do foco da Profarma dado aos clientes independentes no início do quarto trimestre de 2008”, explica Max Fischer, diretor financeiro e de relações com investidores da Profarma.“No segundo trimestre deste ano, conseguimos obter os resultados positivos que esperávamos quando iniciamos as ações de fortalecimento do caixa da companhia. Esse esforço foi fundamental para enfrentar os períodos mais agudos da crise e consolidar o posicionamento da Profarma como um dos grandes players do setor de distribuição de medicamento no Brasil”, diz Fischer.Esses resultados confirmam as previsões feitas durante as entrevistas da pesquisa da Pricewaterhouse Coopers. “Naquele momento, os executivos tinham uma visão positiva para o curto prazo. Agora, podemos constatar que os resultados estão aparecendo e que o mercado brasileiro tem, de fato, um grande potencial na área de saúde”, conclui o coordenador da pesquisa.

(Fonte: Correio Braziliense - 31/08/2009)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vamos ressuscitar o caráter....!!

AJustificarrtigo da vereadora Tânia

Vivenciei minha infância na década de 50. Cresci numa casa onde princípios como "o exemplo vem de cima" e "não existe qualquer tipo de convivência sem respeito" eram sagrados. O impulso para o desenvolvimento do respeito e caráter se fazia presente em nosso dia-a-dia.
Naquele tempo, os relacionamentos interpessoais eram valorizados. Ao passar por um padre ou uma freira na rua, o cumprimento respeitoso era automático. O policial era visto e respeitado como autoridade, um cidadão que nos trazia segurança. E o professor? Estes eram quistos como principais autoridades, sinônimo do saber. Levantar a voz para um mestre, um senhor de idade, nossos pais ou vizinhos? Nem pensar!
Quando me pediam para ir ao armazém da comunidade, as despesas eram anotadas num pequeno caderno. Ninguém assinava nada, não te pediam documento algum. Era tudo na base da confiança e respeito. O t roco era devolvido no valor correto, ninguém te oferecia balas.
O pão e o leite eram deixados cuidadosamente na varanda. Ninguém roubava. Nos poucos finais de semana que íamos à praia, a roupa era deixada no varal. Na volta, ela permanecia onde estava. Em muitas oportunidades, as janelas da casa não eram trancadas.
E os políticos? Quando alguém tinha a oportunidade de apertar a mão de um político era motivo de orgulho, de confiança, de novas perspectivas. Hoje, passados poucos anos do início da minha trajetória, afinal, tenho 57 anos, percebo o fim do caráter, da decência, da honestidade, do brio, do bom senso, do patriotismo e da vergonha na cara, principalmente do homem público.
Estamos presenciando a era da inversão dos valores. Criminosos recebem um tratamento mais digno que suas vítimas. Grandes personalidades políticas e eclesiásticas aparecem com frequência nas páginas policiais. Como permitimos que nu m curto espaço de tempo tantas coisas mudassem para pior? Decência existe ou não. A honestidade não é uma virtude a ser aplaudida, e sim praticada. Vamos reagir e buscar o renascimento de princípios antigos, que nos faziam homens e mulheres de verdade, dignos e respeitados.
Tânia Eberhardt
Vereadora em Joinville