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terça-feira, 5 de abril de 2011

Tuberculose - Notícias

O médico Afrânio Lineu Kritski, professor da UFRJ, membro da Rede TB e do Comitê Científico da Tuberculose é uma das maiores autoridades do assunto. Esteve em Curitiba para participar do Dia Mundial de Luta e Combate à Tuberculose a convite da Secretaria de Estado da Saúde. Em sua palestra, Kritski falou sobre a história, avanços e desafios da tuberculose

O senhor veio a este evento da Secretaria de Saúde do Paraná para falar sobre história, avanços e desafios da Tuberculose. Qual foi a ênfase de sua palestra?

O que eu enfatizei na palestra foi que hoje o grande desafio, para o Brasil e para o mundo como um todo, é nos convencermos a nós mesmos, a sociedade civil, os gestores, os profissionais de saúde e os pesquisadores de que a Tuberculose ainda existe e ela é um grande problema para um país como o Brasil. Então a primeira questão mais importante é a informação, a divulgação de que ela é um problema que existe. Porque há uma informação não dita que a Tuberculose é do passado, que é um problema antigo e é uma informação equivocada. Nós só podemos enfrentar a Tuberculose se estivermos todos convencidos que ela é um problema. Para isso, nós temos que ter o envolvimento de todos os atores e protagonistas e, essencialmente, o compromisso político, que, felizmente pelo que vi aqui, o secretário de estado da saúde informou e reafirmou o seu compromisso com as ações coordenadas e integradas em rede no combate a Tuberculose.

Então acho que a primeira questão é a divulgação e informação para a comunidade, porque assim, informando as pessoas, vão começar a pensar em Tuberculose. E ao começar a pensar em Tuberculose facilita o diagnóstico. Existe um levantamento recente em São Paulo, que quase 60% dos médicos do estado de São Paulo desconhece a Tuberculose, isso é recente. Não é culpa deles; é porque na década de 70 achou-se que a tuberculose seria erradicada rapidamente com os medicamentos novos. O ser humano achou que tinha vencido a natureza e nós não vencemos a natureza nunca. Nós temos que trabalhar com ela.

Qual foi a grande falha com relação à Tuberculose?

A Tuberculose é um bom modelo para mostrar como nós não devemos atuar. Não devemos atuar de modo fragmentado, nós temos que atuar sempre de modo integrado, em rede, sempre em associações de estratégias de atividades. Na década de 70, o mundo todo achou que a tuberculose não era mais problema, aí as ONG?s fecharam, a academia se afastou ? a tuberculose não era mais problema a ser pesquisado. Então os currículos das escolas médicas de enfermagem deixaram de falar de tuberculose, e o resultado disso qual foi? A tuberculose voltou. Década de 80 e 90 voltou porque o mundo empobreceu.

Na década de 80, com o neoliberalismo mundial liderado pelos EUA, com Reagan e pela Inglaterra, com Margaret Thatcher, o mundo empobreceu muito, e com o empobrecimento houve um êxodo rural maior, uma aglomeração muito grande. As grandes cidades cresceram muito, muita favela, e aí pessoas morando em más condições de moradia. Cinco ou seis pessoas no mesmo quarto, se uma delas com tuberculose, contamina todo mundo. Principalmente as crianças, os idosos, as pessoas com imunosupressão, fragilidades. E somado à questão social, como a tuberculose não era mais problema, os políticos deixaram de investir no sistema de saúde e aí houve um desmantelamento brutal. E não é só no Brasil, no mundo todo, em termos de saúde coletiva, saúde pública para tuberculose. Então fora a questão do empobrecimento, aglomeração urbana, desmantelamento do sistema público, em paralelo, infelizmente, nós nos deparamos com um novo agente, um novo micróbio, que é o vírus da AIDS, que nunca existiu, recente. E o vírus da AIDS, como todo mundo sabe, diminui a imunidade. E mesmo no Brasil, em que nós fornecemos gratuitamente todos os medicamentos para HIV, que é um excelente modelo para o mundo, a maior causa de mortalidade no HIV positivo é a tuberculose. Justamente porque ninguém pensa na tuberculose; as pessoas pensam no HIV, mas não pensam na associação com a tuberculose. Então os pacientes de HIV positivo estão sendo tratados, recebem o melhor medicamento, mas não são diagnosticados para a tuberculose, nos hospitais, nas prisões, nas emergências, porque as pessoas não foram treinadas.

As pessoas que têm uma imunodeficiência, como no caso da Aids, vão a óbito porque não houve o diagnóstico de tuberculose?

Porque o diagnóstico normalmente é tardio. Quando chega o remédio já é muito tarde. O bacilo da tuberculose já se disseminou e já acometeu todo o organismo. Então a questão principal é pensar em Tuberculose sempre. O Ministério da Saúde sugere, segue a orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde), de que todos nós devemos pensar a tuberculose em qualquer ambiente, não é só na favela, em qualquer ambiente fechado. Pode ser num banco, pode ser numa igreja, pode ser em qualquer ambiente fechado onde não haja ventilação, nem luz solar e nem renovação do ar. Principalmente em locais onde há ar condicionado, se tiver uma pessoa com tuberculose ela vai contaminar todo mundo naquele andar, e ninguém pensa nisso. Toda pessoa com tosse por mais de três semanas deve saber que precisa fazer o exame de escarro e ir num posto de saúde mais precocemente possível pra afastar a tuberculose.

Hoje, o diagnóstico de tuberculose é um exame simples?

Sim, chama-se baciloscopia do escarro. As pessoas que tem tosse com mais de três semanas são chamadas de sintomáticos respiratórios. Em média, entre as pessoas que tem tuberculose, o exame de escarro dá positivo em 60, 70%, então é um bom teste. Entretanto, ele não é tão bom assim nos pacientes imunodeprimidos, com HIV positivo, câncer ou transplantes. Nesses pacientes o rendimento da baciloscopia é bem menor, é 30%. Para esses pacientes nós precisamos de novas tecnologias, precisamos de cultura que estão sendo avaliadas. O próprio Ministério da Saúde já mudou o manual de normas recentemente, enfatizando que todas as unidades de saúde ofereçam cultura para microbactéria para os pacientes com suspeita de infecção por HIV ou por imunossupressão. Porque com a cultura, o rendimento vai para 90%, melhora o diagnóstico.

Depois desse desmantelamento quanto ao diagnóstico e tratamento da tuberculose, podemos dizer que hoje já temos uma parceria entre universidades, gestores e os atendimentos de saúde para a retomada do diagnóstico precoce?

Felizmente sim, mas isso demorou muito. Esse movimento de integração e colaboração em termos de atividades começou a existir em nível mundial a partir de 2006, quando a OMS lança o plano global 2006-2015, onde, entre os seis temas, um deles é justamente a priorização de pesquisas operacionais. Isso possibilitou que os programas de tuberculose convidassem a academia pra trabalhar novamente em conjunto. Outro tópico que a OMS priorizou foi a questão da mobilização social por meio de ONGs, associações comunitárias, porque o ponto central são os usuários. Nós temos que servir as demandas do usuário. E também o fortalecimento do sistema de saúde, público ou privado, a tuberculose não está apenas no posto de saúde, ela está em todos os lugares, ela está na prisão, no hospital do exército, no hospital da universidade, está na emergência, então se não houver movimento articulado entre todos os setores da sociedade, nós não vamos controlá-la. Temos que aprender com nossos erros do passado.

O senhor já conhecia o Tratamento Diretamente Observado ? TDO, que está sendo desenvolvido em 100% dos pacientes de Paranaguá?

Sim, eu fiquei muito feliz com os resultados. Em Paranaguá, a experiência de tratamento supervisionado proporcionou uma taxa de abandono de 1%. Se não é a menor do país, é uma das menores. A OMS e o Ministério da Saúde sugerem que o abandono seja inferior a 5%, e no Brasil a taxa está em torno de 12%. Então temos que parabenizar, porque o movimento articulado de Paranaguá conseguiu uma taxa bastante baixa de abandono e, portanto, uma taxa alta de cura. A apresentação da auxiliar de enfermagem demonstrou compromisso do profissional; você tem que ter compromisso do político, do gestor, gestor técnico ou político, mas também nosso exército de profissionais deve estar engajado nesse processo e eles demonstraram isso cabalmente. E por isso os bons resultados. A experiência do pessoal de Castro, da regional de Ponta Grossa, que utiliza o teatro é outra estratégia de sensibilizar a sociedade ? ?olha esse problema ainda existe, como nós podemos trabalhar em conjunto com a secretaria de saúde, com o gestor??. E acho que cada local tem que identificar qual é a melhor estratégia para que possa alcançar o controle da tuberculose; ela vai variar de local pra local. Provavelmente o que Paranaguá conseguiu, as estratégias que foram utilizadas não serão suficientes ou não serão tão efetivas em uma outra cidade. Cada local tem que conhecer a si mesmo, a sua rotina, a sua cultura, os seu atores chaves e elaborar uma estratégia própria, visando que o inimigo é o bacilo da Tuberculose, é o vírus da Aids, no caso, muito freqüente. Paranaguá tem a maior taxa de tuberculose do estado do Paraná e a menor taxa de abandono. Eles possuem lá uma taxa elevada de pacientes usuários de drogas, moradores de rua, porque é uma cidade de porto. Isso é um dos grandes problemas hoje do Brasil, a taxa de abandono é alta justamente em locais de coinfecção Tuberculose-HIV, usuários de droga, moradores de rua, que são as pessoas mais difíceis de se tratar, de usar o medicamento de forma regular e pelo tempo adequado. Mas Paranaguá conseguiu, como em outros lugares também.

O senhor acaba de chegar da Bélgica, onde foi também falar sobre a tuberculose. Há algo mais que queira destacar sobre o assunto?

O mais importante é o compromisso político, o que me parece que o secretário de Saúde tem. Eu sugiro fortemente uma lógica integradora. A tuberculose não é apenas uma doença biológica. Que outros movimentos, como as demais secretarias do Estado do Paraná, Ciência e Tecnologia, Educação, Justiça, pudessem ter um encaminhamento articulado na questão da tuberculose. A Ciência e Tecnologia ajudando o financiamento de pesquisas operacionais que respondam às demandas das várias regiões do estado. Porque eu vejo que as ações do Ministério da Saúde estão muito fragmentadas. As pessoas não estão sabendo o que o outro grupo está fazendo. Eu estava na Bélgica com o pessoal da União Européia, e posso dizer que os holofotes estão voltados pra o Brasil. Todos querem saber quais são as atividades que o Brasil está fazendo de sucesso ou de insucesso, para que isso possa de alguma forma ser exemplo para outros países do mundo.

FONTE: Secretária de Saúde do Paraná - 25/03/2011



domingo, 6 de dezembro de 2009

Questão de coerência;

SE NÃO FORMOS COERENTES A PRÁTICA DEMOCRÁTICA PODE FICAR EXTREMAMENTE DISTANTE DOS DISCURSOS TEÓRICOS DEMOCRÁTICOS

Gilson Carvalho
[1]

Mais uma pérola da Gestão Democrática do MEC casada com a SGTES do Ministério da Saúde. Trata-se da Portaria Interministerial 1077 de 12/11/2009. Que “Dispõe sobre a Residência Multiprofissional em Saúde e a Residência em Área Profissional da Saúde, e institui o Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde e a Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde.” Só para se ter clara a importância desta Comissão cito, em anexo, o texto da portaria que fala de suas responsabilidades e competências.

A pérola veio na composição e escolha dos representantes desta Comissão que serão escolhidos mediante LISTA TRÍPLICE A SER SUBMETIDA AOS DIRIGENTES MINISTERIAIS, acompanhados dos currículos dos respectivos indicados!!!!

Aí são estabelecidas duas categorias chaves de representações UMA DE MEMBROS NATOS PREENCHIDA POR PESSOAS OCUPANTES DE CARGOS PÚBLICOS NOS DOIS MINISTÉRIOS. Como exceção para comprovar regra, de representantes livremente escolhidos pelo CONASS e CONASSEMS: conquista, pois inicialmente também teriam que submeter seus indicados em lista tríplice! A outra parte, a dos de segunda categoria, deverão ser apresentados por uma lista tríplice, com obrigação de anexar os currículos dos três indicados, que serão escolhidos pelas autoridades do Ministério da Educação e da Saúde.

A Comissão, que já existia pela portaria 45 de junho de 2005, teve sua composição alterada quanto aos membros e sua proporcionalidade. Aumentam os gestores federais de 2 para 5 e os estaduais e municipais de 2 para 4. A representação governamental, assim, eleva-se de 4 para 9.
Os demais membros que não são os do governo, que deveriam concretizar a democracia representativa são: 2 das Instituições de Ensino Superior (que tem as residências); 2 dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e Residências em Área Profissional da Saúde; 2 dos Residentes de Residências Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde; 1 das Associações de Ensino das profissões da saúde; 3 sendo um das Associações de ensino, um dos Conselhos, um dos sindicatos dos trabalhadores da saúde.
Além disto mudam representações já consagradas de professores, tutores, fóruns para outras mas que não guardam a mesma capilaridade da representação dos envolvidos no processo.

“A escolha dos membros não natos mencionados acima...será coordenada pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação e pela SGTES do MS; o conjunto de entidades e programas de residência deverá encaminhar à SES-ME e SGTES-MS uma lista tríplice, acompanhada de nota justificativa e do currículo dos indicados, para subsidiar a nomeação dos seus representantes.”

Quero me deter no questionamento desta forma de escolha da representação via lista tríplice. A Saúde, desde muitos anos, tem sido exemplo da defesa e prática da indicação direta dos representantes de entidades nos conselhos, obedecidos critérios, diretrizes, princípios legais. Qual foi a fraqueza da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em saúde? Ou será a contaminação do viés do Ministério da Educação que nem sempre foi pródigo na democracia da escolha e indicação para suas direções, fóruns e conselhos? Estranho é o Ministério da Saúde que vai bancar a proposta, submeter-se a uma regra anti educativa e anti democrática do Ministério da Educação. Só por ser otimista e não querer admitir esta prática dentro da saúde já oxigenada, neste particular, há décadas.

Estaremos aguardando um posicionamento urgente do MS-ME principalmente sobre a forma de indicação dos representantes não governamentais na Comissão de Residência Multiprofissional. Pode-se voltar atrás, basta mudar uma simples portaria entre as milhares anuais! Nada impossível pois, poderia sair: “republicada por publicada com incorreções” como acontece com inúmeras.

As entidades têm que mandar currículo dos indicados na lista tríplice. Só ficou faltando um último detalhe a ser esclarecido: currículo livre ou só é válido na plataforma Lattes com foto do indic(i)ado?

ANEXO o resumo das funções da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, para melhor identificar sua importância:

“A Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, em consonância com a Política Nacional de Educação e com a Política Nacional de Saúde, é responsável pelos processos de avaliação, supervisão e regulação de programas de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde, e tem as seguintes atribuições: exercer atribuições normativas, deliberativas e de assessoramento da Secretaria de Educação Superior, sobre assuntos afetos à Residência Multiprofissional em Saúde e Residência em Área Profissional da Saúde; deliberar, com base nos pareceres das câmaras técnicas,sobre pedidos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e Residência em Área Profissional da Saúde; aprovar os instrumentos de avaliação para autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde e Residência em Área Profissional da Saúde, submetendo-os à homologação da Secretaria de Educação Superior; analisar questões relativas à aplicação da legislação da Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde; recomendar, com base em parecer das câmaras técnicas, providências da Diretoria de Hospitais Universitários e Residências em Saúde, entre as quais, a celebração de protocolo de compromisso, quando não satisfeito o padrão de qualidade específico para reconhecimento e renovação de reconhecimento de programa de Residência Multiprofissional em Saúde e Residência em Área Profissional da Saúde; definir diretrizes gerais em relação à configuração dos programas de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da
Saúde no país, segundo a sua distribuição por Regiões e Estados, perfil das áreas profissionais e áreas de concentração envolvidas, com vistas a subsidiar os Ministérios da Educação e da Saúde na formulação de políticas de governo voltadas ao desenvolvimento de tais programas.”

[1] Gilson Carvalho - Médico Pediatra e de Saúde Pública - O autor adota a política do copyleft podendo este texto ser divulgado independente de outra autorização. Textos do autor disponíveis no site www.idisa.org.br - Contato: carvalhogilson@uol.com.br.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pandemia do Lucro

Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe porcina??? No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que sepodia prevenir com um simples mosquiteiro.Os noticiários, disto nada falam!No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderiaevitar com um simples soro que custa 25 centavos.Os noticiários disto nada falam!Sarampo, pneumonia e enfermidades evitáveis com vacinas baratas, provocam amorte de 10 milhões de pessoas a cada ano.Os noticiários disto nada falam!Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves……os noticiários mundiais inundaram-se de noticias…Uma epidemia, a mais perigosa de todas…Uma Pandemia! Só se falava da terrífica enfermidade das aves. Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos… 25 mortos por ano.A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves? Porque atrás desses frangos havia um “galo”, um galo de crista grande.A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos. Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.- Antes com os frangos e agora com os porcos.- Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do mundo só falam disso…- Já não se fala da crise econômica nem dos torturados em Guantánamo…Só a gripe porcina, a gripe dos porcos…- E eu me pergunto: se atrás dos frangos havia um “galo”, atrás dos porcos… não haverá um “grande porco”?A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretario da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque…Os acionista das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidosoTamiflú.A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.Não nego as necessárias medidas de precaução que estão sendo tomadas pelos países. Mas, se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação; Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza ofabrico de medicamentos genéricos para combatê-la? Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos a todos os países, especialmente aos pobres, essa seria a melhor solução.