segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Nosso lixo de cada dia !


Nos últimos dias, após as frequentes chuvas e seus previsíveis alagamentos nos quatro cantos de Joinville, somos obrigados a dá a mão a palmatória e rever nossa prática diária enquanto cidadão, no tocante ao destino de nosso lixo de cada dia. Não digo aqui apenas aquele lixo que produzimos em nossas casas diariamente, mas principalmente, aquele que quando saímos de casa, em especial quando convivemos em grandes agrupamentos humanos, jogamos na primeira calçada que aparecer em nossa frente......e .olhe lá se muitos deles não jogamos ao léu....sem querer saber nem aonde foi parar......e se trará consequências deletérias para nossos munícipes.....ou podendo até vitimizando a nós mesmos.

Pois é....é esse lixo que acaba onde menos queremos...muitos deles nas bocas de lobo da grande maioria das ruas centrais, impedindo o escoamento adequado de boa parte da água da chuva...E não adianta ficar jogando a culpa, quase sempre para quem trabalha no centro de Joinville.....na maré alta do nosso “falecido” Rio Cachoeira.

É claro que ainda estamos longe de uma política pública universal acerca dos procedimentos de coleta e destinação de dejetos e a cobrança por necessárias políticas efetivas de saneamento, mas trago para nós...cidadãos desse município...um pouco da responsabilidade quanto a jogar minimamente a “xepa” dos cigarros...no local adequado, e não de forma displicente em qualquer lugar onde quer que caia, quiçá os demais produtos de nosso consumo desenfreado.

Posso classificar alguns de nossos compatriotas....como consumidores falhos, inaptos para a convivência e participação nessa sociedade de extremo consumo. Sabemos que todo o lixo é em potencial venenoso, ou pelo menos, definido como lixo, deverá está destinado a ser contagioso ou perturbador da ordem adequada das coisas. Sendo assim se a nossa opção é deixar de herança para nossos netos um planeta mais saudável, há que cada um fazer o mínimo de esforço para que nosso futuro não nasça condenado à lata do lixo, como parece que estamos construindo nessa nossa prática diária vista a olhos nus.

Entre tubarões e chupins.

Ligia Bahia

Quanto se paga pelo atendimento à saúde é assunto delicado. A solenidade investida nas ações e cuidados assistenciais desautoriza a busca de melhor qualidade por menor preço. As bases de confiança mútua, a confidencialidade das relações entre profissionais de saúde e pacientes e a complexidade e prolongamento dos cuidados tornam as contas difíceis de entender. Mesmo no sistema público, vigem regras de etiqueta específicas, mas não radicalmente opostas. Falar à vontade sobre os baixos salários dos contratados pelas secretarias de Saúde e dos irrisórios valores de determinados procedimentos não é sinal de deselegância. Mas, a exposição de cifras para por aí. Não fica bem juntar na mesma fatura o que se paga com o que se faz. Tantas mesuras contrastam com a publicidade das contas da saúde nos sistemas de saúde de outros países, nos quais custos e preços deixaram de ser misteriosos.

Sabemos que há planos e planos de saúde e o SUS. Mas preferimos nos ater a controvérsias sobre quem paga a revelar que os cartões de planos autorizam o pagamento de valores de remuneração muitos diferenciados para quem nos atende. No SUS, o preço do tratamento depende do problema e do procedimento recomendado. Nos serviços privados o tipo de plano, ao qual se acopla a remuneração de valores múltiplos para exames, consultas médicas, internações e tratamentos, modula o acesso. Esses rótulos invisíveis, mas potentes, introduzem critérios de precificação exteriores ao trabalho despendido e uso de recursos diagnósticos ou terapêuticos. Dois pacientes com o mesmo problema e igual tratamento valem meia, uma, duas, oito vezes mais.

Essa estratificação pré-paga (parênteses para esclarecer que não se trata de valores livremente negociados entre particulares e sim contratados institucionalmente) é uma das marcas do nosso sistema de saúde Não estamos divididos apenas entre quem está vinculado ou não a planos privados e os valores maiores ou menores embutidos nas coberturas, na maioria dos casos, somam o que sai do bolso dos indivíduos com outras formas de financiamento. Parte dos gastos com planos é proveniente do aporte de empresas empregadoras. Outra parcela é bancada pelos orçamentos familiares. Como os gastos das firmas com saúde são repassados aos produtos e as pessoas jurídicas e físicas os deduzem dos impostos devidos sem limite de abatimento, todos pagam tudo, embora diferenciadamente. Quem tem plano não o custeia integralmente e paga impostos que financiam o SUS, e quem não tem auxilia o pagamento de planos melhores e piores que jamais utilizará. Deve-se consignar ainda que o não ressarcimento ao SUS converteu-se em uma insidiosa fonte de subsídios públicos aos planos privados.

Recentemente, um dos grandes empresários do setor, ao buscar explicar seu sucesso no mundo dos negócios, declarou preferir acompanhar tubarões a cardumes de sardinhas. A imagem de um animal ágil e perigoso adequa-se bem ao conjuntural processo de fusões e aquisições e capitalização de hospitais, laboratórios e empresas de planos de saúde. Mas quem melhor representa as transações rotineiras de amealho de recursos para os planos de saúde é o chupim, conhecido pelo hábito de colocar seus ovos no ninho de outras aves, para que as mesmas os alimentem como filhotes. Pseudoesmolas doadas pelo privado ao público — tais como as cotas de procedimentos e a abertura de 25% vagas nos hospitais universitários e agora na rede pública de São Paulo —, em vez do ressarcimento, inspirar-se-iam nas práticas do chupim.

Enquanto que novas alianças políticas, que escoram a concessão de planos privados de saúde para funcionários públicos nas três esferas de governo, e aquelas pretéritas — baseadas na concessão de atendimento à saúde em troca de rebaixamento dos reajustes de salário para trabalhadores do setor privado e das estatais—, seriam obtidas a dentadas de tubarões.

Absorvemos melhor e há mais tempo os preceitos relativos ao direito universal à educação, embora falte muito que fazer. Há limites no imposto de renda para deduções com escolas privadas e não é admissível deixar estudantes de estabelecimentos particulares nas portas de estabelecimentos governamentais no meio do semestre, nem repassar o ensino de uma disciplina custosa ou reservar 25% das vagas das universidades públicas para quem pode pagar.

Em relação à saúde, a confusão induzida soterra nossos compromissos de solidariedade constitucional. Esse fenômeno artificial, mas nem por isso indene, impõe uma dupla tarefa: remover o entulho retórico e incluir na agenda de debates sobre a reforma tributária a correção de iniquidades fiscais. Temos exemplos de sobra. No ano passado, em meio a muita polêmica, os EUA aprovaram a revisão da destinação dos subsídios públicos para a saúde.

O Globo (6/02/2011)

Ligia Bahia é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Relação de Farmácias de Joinville cadastradas no Programa Aqui Tem Farmácia Popular

SAGUAÇU - AVENTUREIRO I - DROGARIA E FARMÁCIA CATARINENSE S/A - RUA TUIUTI Nº 2149 47 34676773

AMERICA - DROGARIA E FARMACIA CATARINENSE S/A  - RUA ARACAJU Nº 305 47 34330357

AMERICA  - SESI - SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA -  RUA DR. JOÃO COLIN Nº 1636

IRIRIU  -  SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA -  RUA IRIRIU Nº3605, SALA: TERREO 47

34377519

SAGUACU  -  DROGARIA SAGUACU LTDA   -  IRIRIU, 284   47 34720343

CENTRO  -  BUCAREIN   -  DROGARIA E FARMÁCIA CATARINENSE S/A   -  AVENIDA

GETULIO VARGAS, Nº 1343    47 34552910

CENTRO   -  SERVIÇO SOCIAL DA INDUSTRIA   -   AV. GETÚLIO VARGAS Nº 968 47

34339795

CENTRO  -  CIA LATINO AMERICANA DE MEDICAMENTOS   -  RUA 9 DE MARÇO Nº638  

47 34619940

CENTRO   -  DROGARIA E FARMACIA CATARINENSE S/A   -  RUA BLUMENAU Nº 138 47

34331518

CENTRO   -  EMPREENDIMENTOS PAGUE MENOS S/A   -  RUA DR JOÃO COLLIN 85

32555460

CENTRO   -  SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA   -   RUA DR. JOÃO COLIN Nº222 SALA 01

47 34334099

CENTRO  -  SERVIÇO SOCIAL DA INDUSTRIA   -  RUA MARIO LOBO Nº 106 SL 98 A 101

CENTRO   -  SERVIÇO SOCIAL DA INDUSTRIA  -  RUA MINISTRO CALÓGERAS Nº 195 47

34339800

CENTRO   -  DIMED S/A - DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS   -  RUA XV DE

NOVEMBRO, Nº 515 47 34224590

CENTRO   -   DIMED S/A - DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS   -   VISCONDE DE

TAUNAY, 235 47 34222796

AMÉRICA   -  GIASSI FARMACIAS LTDA   -  RUA DR. JOAÕ COLIN, 762 SALA 26

47 34331519

ANITA GARIBALDI   -   DROGARIA E FARMÁCIA CATARINENSE S/A   -  AV GETÚLIO

VARGAS 7 34332728

BOA VISTA  -    DROGARIA E FARMACIA CATARINENSE S/A    -   RUA ALBANO SCHMIDT,

Nº 1415   47 34320344

NOVA BRASÍLIA   -   DROGARIA JB LTDA   -   RUA PARANAGUÁ 469    47 34544979

COMASA BOA VISTA   -   SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA    -   RUA ALBANO SCHIMIDT

Nº 2309

COSTA E SILVA  -  SERVIÇO SOCIAL DA INDUSTRIA   -  RUA RUY BARBOSA Nº1020

DISTRITO INDUSTRIAL   -   SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA RUA DONA FRANCISCA,

Nº 6920 47 34414417

VILA NOVA   -  GLÓRIA DROGARIA E FARMÁCIA CATARINENSE S/A    -   RUA BENJAMIN

CONSTANT 47 34273147

VILA NOVA   -   SERVIÇO SOCIAL DA INDUSTRIA    -  RUA QUINZE DE NOVEMBRO Nº6901

SALA 03 47 34391727

VILA NOVA   -  DROGARIA E FARMACIA CATARINENSE S/A    -   RUA XV DE NOVEMBRO

Nº7068 LOJA 03 47 34390488

PIRABEIRABA -   DROGARIA E FARMÁCIA CATARINENSE S/A   -  RUA OLAVO BILAC 47

34240669

PIRABEIRABA  -   SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA RUA OLAVO BILAC, Nº 200, SALA: 03

47 34240075

JARIVATUBA  -  PARANAGUAMIRIM FARMACIA BENCKE LTDA EPP RUA MONSENHOR GERCINO, Nº 6810 SALA 01 47 34367831

FÁTIMA  - PETRÓPOLIS   -  DROGARIA E FARMÁCIA CATARINENSE S/A   -  RUA DOS

AIMORES, Nº 238 47 34545228

Elenco de Medicamentos do Programa Aqui tem Farmácia Popular.

ELENCO DE MEDICAMENTOS DO AQUI TEM FARMÁCIA POPULAR.




Indicação: Hipertensão Arterial - GRATUITO


• Captopril 25 mg, comprimido

• Maleato de enalapril 10 mg, comprimido

• Cloridrato de propranolol 40 mg, comprimido

• Atenolol 25 mg, comprimido

• Hidroclorotiazida 25 mg, comprimido

• Losartana Potássica 50 mg comprimido


Indicação: Diabetes Mellitus - GRATUITO


• Glibenclamida 5 mg, comprimido

• Cloridrato de metformina 500 mg, comprimido

• Cloridrato de metformina 850 mg, comprimido

• Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, frasco-ampola 10 ml

• Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, frasco-ampola 5 ml

• Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, refil 3ml (carpule)

• Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, refil 1,5ml (carpule)

• Insulina Humana Regular 100 UI/ml, solução injetável, frasco-ampola 10 ml

• Insulina Humana Regular 100 UI/ml, solução injetável, frasco-ampola 5 ml

• Insulina Humana Regular 100UI/ml, solução injetável, refil 3ml (carpules)

• Insulina Humana Regular 100UI/ml, solução injetável, refil 1,5ml (carpules)



ELENCO DE MEDICAMENTOS E CORRELATOS DO AQUI TEM FARMÁCIA POPULAR


Indicação: Contracepção - 90% DE DESCONTO

• Enantato de noretisterona 50 mg + valeratode estradiol 5 mg, ampola

• Norestisterona 0,35 mg, comprimido – cartela com 35 comprimidos

• Etinilestradiol 0,03 mg + levonorgestrel 0,15 mg, comprimido - cartela com 21 comprimidos

• Acetato de medroxiprogesterona 150 mg,ampola

Indicação: Dislipidemia - 90% DE DESCONTO

• Sinvastatina 10 mg comprimido

• Sinvastatina 20 mg comprimido

• Sinvastatina 40 mg comprimido


Indicação: Asma - 90% DE DESCONTO

• Sulfato de Salbutamol 5 mg/ml – Solução Inalação

• Sulfato de Salbutamol 100 mcg/dose -Administração pulmonar, inalador doseado

• Brometo de Ipratrópio 0,25 mg/ml – Administração pulmonar, solução para inalação

• Brometo de Ipratrópio 0,02 mg/dose – Administração pulmonar, inalador doseado

• Dipropionato de Beclometasona 50mcg/dose - Administração pulmonar, inalador doseado

• Dipropionato de Beclometasona 200 mcg/cápsula - Administração pulmonar, cápsulas inalantes

• Dipropionato de Beclometasona 200 mcg/dose - Administração pulmonar, inalador doseado

• Dipropionato de Beclometasona 250 mcg/dose - Administração pulmonar, inalador doseado


Indicação: Rinite - 90% DE DESCONTO


• Budesonida 50 mcg/dose – Adminsitração tópica nasal doseada

• Budesonida 32 mcg/dose – Adminsitração tópica nasal doseada


Indicação: Doença de Parkinson - 90% DE DESCONTO


• Carbidopa 25 mg + Levodopa 250 mg

• Cloridrato de Benserazida 25 mg + Levodopa 100 mg


Indicação: Osteoporose - 90% DE DESCONTO


• Alendronato de Sódio 70 mg


Indicação: Glaucoma - 90% DE DESCONTO


• Maleato de Timolol 0,25% - Solução Oftalmológica

• Maleato de Timolol 0,50% - Solução Oftalmológica


Indicação: Incontinência - 90% DE DESCONTO


• Fralda geriátrica


ELENCO DE MEDICAMENTOS E CORRELATOS DA REDE PRÓPRIA - 90% DE DESCONTO

1 Acetato de medroxiprogesterona 150 mg/ml Ampola

2 Aciclovir 200mg/comp.

3 Ácido Acetilsalicílico 500mg/comp.

4 Ácido Acetilsalicílico 100mg/comp.

5 Ácido Fólico 5mg/comp.

6 Albendazol 400mg/comp. mastigável

7 Alendronato de Sódio* 70 mg/comp.

8 Alopurinol 100mg/comp.

9 Amiodarona 200mg/comp.

10 Amitriptilina(Cloridrato) 25mg/comp.

11 Amoxicilina 500mg/cáps.

12 Amoxicilina 250mg/5ml/pó p/susp. oral

13 Amoxicilina 250mg/5ml/pó p/susp. oral

14 Azatioprina 50mg/comp.

15 Azitromicina 500mg/comp.

16 Benzilpenicilina Benzatina 1.200.000ui/pó p/sus. inj.

17 Benzilpenicilina Procaína+Potássica 300.000+100.000ui/pó/sus. inj.

18 Benzoato de Benzila 200mg/ml/emulsão Frasco 100 ml

19 Benzoato de Benzila 200mg/ml/emulsão Frasco 60 ml

20 Biperideno 2mg/comp.

21 Brometo de n-butilescopolamina 10 mg/frasco frasco de 20 ml

22 Carbamazepina 200mg/comp.

23 Carbidopa + Levodopa 25mg + 250mg/comp.

24 Cefalexina(Cloridrato ou Sal Sódico) 500mg/cáps.

25 Cefalexina(Cloridrato ou Sal Sódico) 250mg/5ml/susp. oral Frasco 60 ml

26 Cefalexina(Cloridrato ou Sal Sódico) 250mg/5ml/susp. oral Frasco 125 ml

27 Cetoconazol 200mg/comp.

28 Ciprofloxacino 500mg/comp.

29 Clonazepam* 2mg/comp

30 Cloreto de Potássio 60mg/ml/xpe. Frasco 100 ml

31 Cloreto de Sódio 0,9% 9mg/ml/sol. nasal

32 Clorpromazina 25mg/comp.

33 Clorpromazina 100mg/comp.

34 Dexametazona Crem.0,1% Tu b o

35 Dexclorfeniramina(Maleato) 2mg/comp.

36 Dexclorfeniramina(Maleato) 0,4mg/sol. Oral Frasco 120 ml

37 Diazepam 5mg/comp.sulcado

38 Diazepam 10mg/comp.sulcado

39 Digoxina 0,25mg/comp.

40 Dipirona 500mg/ml gts Frasco 10 ml

41 Doxiciclina 100mg/comp.

42 Enantato de Noretisterona+Valerato de Estradiol 50mg+5mg/injetável Seringa 1 ml

43 Eritromicina(Estearato ou Etilsuccinato) 125mg/5ml/susp. oral Frasco 60 ml

44 Eritromicina(Estearato ou Etilsuccinato) 500mg/comp./cáps.

45 E t i n i l e s t r a d i o l + L e v o n o rg e s t r e l 0,03mg+0,15mg/comp Cartela c/ 21 cápsulas

46 Fenitoína 100mg/comp.

47 Fenobarbital 100mg/comp.

48 Fluconazol 1 0 0 m g / r e v. Cápsula

49 Fluconazol 1 5 0 m g / r e v. Cápsula

50 Fluoxetina* 20mg/comp.

51 Haloperidol 1mg/comp.

52 Haloperidol 5mg/comp.

53 Haloperidol 2mg/ml/sol. oral Frasco 20 ml

54 Ibuprofeno 300mg/comp.

55 L e v o n o rg e s t r e l 0,75mg/comp.

56 Loratadina* 10mg/comp.

57 Mebendazol 100mg/comp.

58 Mebendazol 100mg/5ml/sup. Oral Frasco 30 ml

59 Metoclopramida (Cloridrato) 10mg/comp.

60 Metoclopramida (Cloridrato) 4mg/ml/sol.oral Frasco 10 ml

61 Metronidazol 250mg/comp.

62 Metronidazol 5% creme vaginal Tubo 50 gramas

63 Metronidazol (Benzoato) 200mg/5ml/susp. oral Frasco 100 ml

64 Miconazol (Nitrato) 2%/locão Frasco 30 ml

65 Miconazol (Nitrato) 2%/pó Frasco 30 ml

66 Monitrato de Isossorbida 20mg/comp.

67 Neomicina (Sulfato) + Bacitracina (Zíncica)5mg + 250ui/g/pom. Tubo 10 gramas

68 Neomicina (Sulfato) + Bacitracina (Zíncica)5mg + 250ui/g/pom. Tubo 15 gramas

69 Nistatina 25.000 UI/crem. Vaginal Tubo 60 gramas

70 Nistatina 25.000 UI/crem. Vaginal Tubo 50 gramas

71 Nistatina 100.000 UI/ml/ susp. Oral Frasco 30 ml

72 Noretisterona 0,35mg/comp. Cartela c/ 35 comprimidos

73 Omeprazol 20mg/cáps. Cápsula

74 Paracetamol 500mg/comp. Comprimido

75 Paracetamol 200mg/ml/sol. Oral gts Frasco 10 ml

76 Paracetamol 200mg/ml/sol. Oral gts Frasco 15 ml

77 Paracetamol 100mg/ml/sol. oral gts. Frasco 10 ml

78 Paracetamol 100mg/ml/sol. oral gts. Frasco 15 ml

79 Prednisona 20mg/comp.

80 Prednisona 5mg/comp.

81 Prometazina (Cloridrato) 25mg/comp.

82 Ranitidina 150mg/comp.

83 Sais p/ Reidratação Oral pó p/sol. Oral Envelope 27,9 gramas

84 Salbutamol (Sulfato) 2mg/comp. Sulcado

85 Salbutamol (Sulfato) 2mg/5ml/xpe. Frasco 120 ml

86 Salbutamol (Sulfato) 2mg/5ml/xpe. Frasco 125 ml

87 Sinvastatina 20mg/comp.

88 Sulfametoxazol + Trimetoprima 400mg + 80mg/comp.

89 Sulfametoxazol + Trimetoprima 200mg + 40mg/5ml/susp. Oral Frasco 50 ml

90 Sulfametoxazol + Trimetoprima 200mg + 40mg/5ml/susp. Oral Frasco 60 ml

91 Sulfametoxazol + Trimetoprima 200mg + 40mg/5ml/susp. Oral Frasco 100 ml

92 Sulfasalazina 500mg/comp.

93 Sulfato Ferroso 40mg Fe(II)/comp. rev.

94 Sulfato Ferroso 25mg/ml Fe(II)/sol. Oral Frasco 30 ml

95 Ti a b e n d a z o l 5%/pom. Tubo 20 gramas

96 Valproato de Sódio 50mg/ml/xpe. Frasco 100 ml

97 Preservativo Masculino unidade



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Discussão Técnica - Leptospirose



Senhores Técnicos Responsáveis pela Vigilância Epidemiológica de Leptospirose

Convidamos-os para uma reunião sobre Vigilância Epidemiológica:



Assunto:

- Notificação e Investigação, Nota Técnica, Encaminhamento de exames,

- Planilha de Monitoramento (enchentes).

Informamos que a reunião é para um técnico responsável da Vigilância Epidemiológica de Leptospirose e

um médico da vigilância, se for possível.

Data: 09/02/11, quarta feira ás 9:30 hs.

Local: Sala de reunião da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Joinville

Rua 9 de março - 817 ( Em frente ao Hotel Ibis ) - Joinville - SC









quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Big Brothers Brasil

BIG BROTHER BRASIL

(Luiz Fernando Veríssimo)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.



Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos ?heróis?, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um ?zoológico humano divertido? . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.



Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.



Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?



São esses nossos exemplos de heróis?



Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..



Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.



Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.



Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.



O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.



E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!



Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.



Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?



(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)



Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.



Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós.. , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.



Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.



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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Reunião do Colegiado de Gestão Regional Nordeste - Fevereiro 2011.

CONVITE
Senhores (as) Secretários (as).
O Coordenador do Colegiado de Gestão Regional da Macrorregião Nordeste tem o prazer de convidar Vossa Senhoria e Técnicos dessa Secretaria para participar da Primeira Reunião Ordinária do ano de 2011 deste Colegiado.


Data: 08 de fevereiro de 2011


Horário: 09:00 hs


Local: Auditório da 23º Secretaria do Desenvolvimento Regional - Joinville


Pauta:

- Leitura e aprovação da Ata anterior;


- Definição do Calendário de Reuniões para o ano de 2011;


- Informações sobre a eleição do novo Coordenador do CGR Nordeste;


- Informações sobre a Capacitação dos Técnicos dos Pronto Atendimentos 24 Horas Cardio


Vascular;


- Apresentação do Banco de Olhos de Joinville;


- A diversidade de instâncias colegiadas regionais (Comitê Temático da Saúde,


CGR Nordeste e Colegiado de Secretários Municipais de Saúde);


- Rede de Serviços aos Ostomizados na Região Nordeste (Deliberação CIB 493/10);


- Pleitos do Município de Barra Velha para aprovação do CGR Nordeste


- Portaria 3.830 GM de 07 de dezembro de 2010 ( Estabelece incentivo para as ESF que

 contem com profissionais médicos certificados );


- Curso Introdutório da Estratégia de Saúde da Família ( Portaria GM 648 de 28 de março de 2006 )

- Assuntos Gerais

Desde já, agradecemos a sua presença.


Atenciosamente,


Francisco Airton Garcia


Coordenador do CGR Nordeste

domingo, 23 de janeiro de 2011

Doze cartilhas ensinam o que fazer em caso de enchentes.

Doze cartilhas ensinam o que fazer em caso de enchentes


No período em que o volume de chuvas aumenta e o risco de enchentes cresce, várias medidas de cuidados e de prevenção devem ser tomadas. Pensando nisto, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, elaborou uma série de folders educativos para auxiliar o cidadão no retorno à suas casas depois que as águas baixam e ajudar os profissionais de saúde a darem orientações adequadas à população.

São, ao todo, 12 cartilhas ilustradas, contendo informações básicas que trazem orientações a respeito dos principais riscos decorrentes de uma enchente, como a transmissão de algumas doenças, a manipulação adequada de alimentos e higienização, entre outros pontos. Além disso, abordam os cuidados que se deve ter com os aspectos psicossociais, oferecendo dicas simples de como lidar com os medos e as angústias, sentimentos comuns em quem passou por uma situação de perigo, ou teve perdas patrimoniais ou de familiares.

Veja abaixo a relação de folders e suas descrições:

Prevenção de doenças infecciosas respiratórias (Acesse o folder clicando aqui).

O folder orienta sobre os cuidados com os ambientes de uma casa ou de um abrigo para evitar doenças infecciosas respiratórias. As principais recomendações são manter o ambiente limpo e ventilado, as mãos sempre limpas e, em casos de tossir ou espirrar, proteger-se com lenço de papel ou com a dobra interna do cotovelo.

Tétano acidental (Acesse o folder clicando aqui).

Explica o que é o tétano acidental, como ocorre a contaminação, quais os sintomas da doença e o que fazer quando se acidentar e tiver uma lesão na pele. Como o tétano acidental é uma doença previnível, o folder orienta manter a vacinação em dia, a cada dez anos, e evitar lesões na pela por objetos contaminados usando luvas e calçados adequados.

Leptospirose: o que é e como prevenir (Acesse o folder clicando aqui).

O folder explica o que é a doença e como as pessoas se contaminam. Recomenda alguns cuidados para evitar a presença dos roedores. Orienta também como fazer a limpeza da casa que foi inundada e o correto uso do hipoclorito de sódio para eliminar a bactéria que transmite a leptospirose.

Orientações para prevenção de acidentes por animais peçonhentos pós-enchentes (Acesse o folder clicando aqui).

Numa situação de enchente, os animais peçonhentos também buscam abrigo em locais secos. Quando as pessoas têm de sair de suas casas por causa da inundação, esses animais podem buscar abrigo nestes locais. Por isso, há a necessidade de se tomar alguns cuidados ao voltar à residência, desde a segurança pessoal até como proceder em caso de ser picado por um animal peçonhento.

Cuidados com a higiene pessoal em abrigos (Acesse o folder clicando aqui).

Orienta quanto à limpeza e higiene dos banheiros, a retirada periódica do lixo, o uso de álcool gel e destaca a importância da lavagem das mãos para prevenir doenças.

Manipulação de alimentos numa cozinha de abrigo (Acesse o folder clicando aqui).

Este folder orienta para os cuidado com os alimentos que tiveram contato com a água da enchente ou permaneceram por um período sem refrigeração; ensina o que deve ser descartado e o que pode ser consumido, desde que realizada a higienização adequada das embalagens ou dos produtos com hipoclorito.

Como proteger os alimentos na falta de energia elétrica (Acesse o folder clicando aqui).

Os alimentos prontos que ficaram por período prolongado sem refrigeração devem ser descartados. Os alimentos congelados que ficaram sem refrigeração devem ser avaliados para saber se é possível reaquecer ou se devem ser descartados. Os alimentos devem ser aquecidos até uma temperatura de 70º para garantir a eliminação dos micróbios perigosos e um consumo mais seguro.

Cuidado com os alimentos para consumo humano em situação de enchente (Acesse o folder clicando aqui).

Durante uma situação de enchente e depois dela é possível que os alimentos não estejam em condições adequadas para serem consumidos, exigindo-se, desta forma, alguns procedimentos básicos para garantir sua qualidade. Esse folder orienta sobre quais alimentos podem ou não serem consumidos caso tenham contato com água da enchente. Orienta, também, sobre a higienização dos alimentos e das embalagens para evitar problemas de saúde.

Cuidados com água para consumo humano (Acesse o folder clicando aqui).

A ocorrência de um desastre pode interromper o abastecimento da água para consumo humano pela rede pública ou contaminar poços individuais. Esse folder orienta os procedimentos de potabilização da água para consumo humano e dispõe de tabelas que orientam sobre o uso correto do hipoclorito de sódio para potabilizar a água para consumo humano.

Instruções para limpeza e desinfecção da caixa d’água (Acesse o folder clicando aqui).

Esse folder dá orientações passo-a-passo de como fazer a correta limpeza e desinfecção de uma caixa d´água que tenha tido contato com água da enchente.

Recuperação emocional (Acesse o folder clicando aqui).

Alguns sentimentos, como medo, angústia, crises de choro, são reações normais em pessoas atingidas por um desastre. Esse folder é dirigido a todas as pessoas que foram atingidas e dá algumas dicas de como superar esses sentimentos negativos, como desabafando com uma pessoa de confiança ou apoiando os seus vizinhos, não buscar apoio no álcool ou drogas ou se automedicando. A publicação também orienta sobre como lidar com as crianças, fazendo-as expressar seus sentimentos e envolvendo-as em atividades recreativas.

Cuidados básicos em situação de enchentes (Acesse o folder clicando aqui).

Contém um resumo de outros folders, lista as principais doenças decorrentes de uma enchente e orienta o que fazer caso apareça alguns sinais ou sintomas; destaca a importância da lavagem das mãos para a prevenção de doenças; os cuidados com a água e os alimentos; os cuidados pessoais durante a limpeza da casa; a proporção certa de água e hipoclorito de sódio para eliminar a leptospira, evitar presença de ratos ou lidar com animais peçonhentos; prevenir tétano acidental; e sobre os cuidados a serem tomados no retorno para casa. As tabelas orientam sobre o uso correto do hipoclorito de sódio para potabilizar a água de consumo humano, lavar frutas, verduras e legumes, lavar os recipientes para armazenamento de água, as embalagens de alimentos e utensílios domésticos, e os pisos e paredes que tiveram contato com a água da enchente.





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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O bazar da saúde publica

Lígia Bahia

Comentários sobre as batalhas para conseguir atendimento na rede pública e marcar consultas via planos de saúde viraram arroz de festa. Raras são as reuniões familiares ou encontros entre amigos que deixem de reservar tempo para indexar novos capítulos aos manuais de sobrevivência. Prevê-se que em 2011 as melhores armaduras serão inteiramente revestidas de meias-verdades. Para marcar a consulta num prazo razoável deve-se anunciar como cliente particular e na hora de acertar o pagamento apresentar a carteirinha do plano. Em relação a muitos serviços públicos, além do imprescindível contato com alguém “de dentro”, recomenda-se adicionalmente referir uma ou mais doenças bem compatíveis com as especialidades do estabelecimento. No entanto, as identidades positivas de rico, capazes de bancar o tratamento, ou negativas, forjadas na afirmação de uma cidadania biológica, saturada por preconceitos historicamente acumulados, servem apenas para furar barreiras de acesso. Não é usual que a desconfiança acerca das instituições de saúde se estenda aos médicos. Pagamento injusto para quem muito estudou, instalações físicas precárias e os aviltantes valores de remuneração dos planos privados atraem solidariedade. Só para lembrar: o baixo índice de confiança no sistema público de saúde decresceu de 49 para 47 entre 2009 e 2010, enquanto 70% dos brasileiros declararam, no ano passado, confiar nos médicos que os atenderam.



Às voltas com os desfalques nas equipes de emergência, em UPAs e Unidades de Saúde da Família e pressões e greves de especialistas, os órgãos responsáveis buscam explicar e suprir a falta de médicos Mas até agora não conseguimos nos desvencilhar da polêmica sobre se temos escassez ou excesso de médicos mal formados. As propostas se alternam. Ora se enfatiza a criação de novos cursos, melhor aproveitamento de recém-formados por meio da instituição do serviço civil obrigatório, mudanças para a residência e regras mais flexíveis para o trabalho de médicos estrangeiros ou brasileiros formados em outros países, ora sugere-se a intervenção na formação e performance dos médicos por meio de exames sistemáticos.

Todos têm razão. Em 2007, considerando o tamanho de cada população, o Brasil formou menos médicos (5,4 por 100.000 habitantes) do que os EUA (6,3) e Reino Unido (9,2). Por isso, em 2008, o indicador brasileiro de 1,73 médico por 1.000 habitantes foi inferior ao de ambos os países mencionados (2,43 e 2,61 respectivamente). E não dá para ignorar as evidências sobre as deficiências nos cursos médicos. No último exame realizado para recém-graduados em São Paulo, houve muitos erros nas respostas relativas ao diagnóstico e tratamento de sífilis, hanseníase e tuberculose.

Mas, para não rezar a missa pela metade, é preciso se levar em conta circunstâncias pouco decantadas. A maioria dos médicos trabalha no SUS e simultaneamente em consultório particular. O quanto de dedicação ao público e ao privado varia. A carga horária dedicada às instituições governamentais era mais condizente com as assimetrias de renda da população. Não ocorreu qualquer êxodo — trabalhar no público e no privado é regra — mas a repartição do tempo mudou. Junto com a privatização vieram instabilidade, jornadas de trabalho prolongadas, perda de autonomia e a ascensão de diversas modalidades de empreendimentos médicos, sempre localizados nas regiões mais desenvolvidas, e as cobranças por fora.


Atualmente, inúmeros médicos são na prática empresários de si mesmo: os denominados PJs (pessoas jurídicas), tratando-se mais de uma forma de contratação, dotada de vantagens fiscais, do que empresarialmento. Outros tantos, no rastro da expansão dos empreendimentos diagnósticos e terapêuticos, tornaram-se proprietários. O terceiro grupo de controladores de ações de empresas setoriais de grande porte é ultrasseleto. Poucos são efetivamente donos do bazar. O efeito mais disseminado da privatização é o autorreferenciamento — consiste na indicação de procedimentos e medicamentos que remuneram de variadas formas quem os solicita. As meritórias iniciativas do Conselho Federal de Medicina para coibir as relações entre médicos e fabricantes e distribuidores de insumos, isoladas, se mostraram insuficientes para desequilibrar a balança para o lado do oficio.


Portanto, o inflacionamento dos atuais postos de trabalho sem mudanças nas regras que regem as responsabilidades institucionais poderá até ser útil para os contratantes de médicos. Mas a tendência de ampliação de oferta e redução do preço da remuneração dos médicos não gerará mais acesso e qualidade da atenção para os usuários. Para deslocar a discussão da mera falta ou sobra é preciso desvelar outras engrenagens do trabalho médico. Não podemos nos dar ao luxo de substituir a realidade por exercícios de coerência formal que enfeitam promessas evasivas. O fato de os médicos brasileiros serem empregados de muitos patrões e a corrida em direção aos maiores valores de remuneração custa muito caro à sociedade. Se homens e mulheres são iguais entre si, apesar das diferenças, um sistema propositalmente descoordenado — movido por interesses nem sempre condizentes com as necessidades de saúde — alonga a estratificação social. Futuros imaginados com base na supressão e não na elaboração e enfrentamento das contradições poderão eternizar a briga estéril sobre o que mais falta: dinheiro, médicos ou gestão.


LIGIA BAHIA é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E -mail: ligiabahia55@gmail.com.