sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Para Lula decreto que proíbe fumo no Planalto não vale na sala dele.


Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado". Essa foi a resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ser indagado sobre sua opinião sobre o projeto federal que proíbe o fumo em lugares fechados, a exemplo do que foi proposto pelo governador José Serra (PSDB), na semana passada. Durante a pergunta que lhe foi formulada, Lula fumava uma cigarrilha. Ele concedia entrevista coletiva a jornalistas de oito jornais populares do país, no Palácio do Planalto, ontem pela manhã (03/09). Naquele momento, não havia repórteres-fotográficos na sala. O projeto do Ministério da Saúde está em tramitação na Casa Civil, desde fevereiro, e propõe a extinção de todos os fumódromos em recintos fechados, liberando o cigarro apenas em casa ou na rua. Lula não quis manifestar sua opinião sobre o mérito do projeto. "Eu não vou propor. A idéia do Ministério da Saúde é a proibição do fumo em todos os lugares fechados. Eu mando o projeto para o Congresso e não voto". Ao ser questionado sobre um decreto que proíbe o fumo no Planalto, o presidente respondeu: "Menos na minha sala. Eu, se for na sua sala, certamente não fumarei porque respeito o dono da sala. Mas, na minha, sou eu que mando". A Casa Civil afirmou que o projeto federal está em análise, sem previsão de ser enviado ao Congresso. Informou ainda que o Palácio do Planalto observa a lei 9.294, de 15 de julho de 1996, e o decreto nº 2.018, de 1996. A lei proíbe o uso de cigarro ou qualquer outro produto do gênero em recinto coletivo, privado ou público, salvo em área destinada exclusivamente a esse fim, `devidamente isolada ou com arejamento conveniente". Na prática, não é cumprida no Planalto. A assessoria do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que a pasta está priorizando seus esforços na aprovação da emenda 29, que destina mais recursos à saúde. Depois, a prioridade será a lei contra o tabagismo. Segundo a economista Márcia Pinto, o fumo traz prejuízo anual de R$ 338,6 milhões ao SUS, em internações e quimioterapia. Fonte: Jornal do Brasil

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Falando sobre o mercado de trabalho.


Existem pessoas que realmente sabem dar respostas criativas às grandes questões sobre o mercado de trabalho. Aqui vai um pequeno resumo de uma entrevista com o famoso Reynold Remhn: Pergunto: Ainda é possível ser feliz num mundo tão competitivo? Resposta: Quanto mais conhecimentos conseguimos acumular, mais entendemos que ainda falta muito para aprender. É por isso que sofremos. Trabalhar em excesso é como perseguir O vento. A felicidade só existe para quem souber aproveitar agora OS frutos do seu trabalho. Segunda pergunta: O profissional do futuro será um individualista? Resposta: Pelo contrário. O azar será de quem ficar sozinho, porque se cair, não terá ninguém para ajudá-lo a levantar. Terceira pergunta: Que conselho O Sr. dá aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho? Resposta: Que é melhor ser criticado pelos sábios do que ser elogiado pelos insensatos. Elogios vazios são como gravetos atirados em uma fogueira. Quarta pergunta: E para OS funcionários que têm Chefes centralizadores e perversos? Resposta: Muitas vezes os justos são tratados pela cartilha dos injustos, mas isso passa. Por mais poderoso que alguém pareça ser, essa pessoa ainda será incapaz de dominar a própria respiração. Última pergunta: O que é exatamente sucesso? Resposta: É o sono gostoso. Se a fartura do Rico não o deixa dormir, ele estará acumulando, ao mesmo tempo, sua riqueza e sua desgraça.
Belas e sábias respostas. Eu só queria me desculpar pelo fato de que não existe nenhum Reynold Remhn. Eu O inventei. Todas as respostas, embora extremamente atuais, foram retiradas de um livro escrito há 2.300 anos: O ECLESIASTES, do Velho Testamento Bíblico. Mas, se eu digo isso logo no começo, muita gente, talvez, nem teria interesse em continuar ouvindo.
Max Gheringer - para a CBN

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A verdade está na cara, mas não se impõe.


ARNALDO JABOR

O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicáveis'demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estãocatalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita naHistória brasileira. Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, Infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, aproibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada. Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, ascontas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata deLula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar.O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz.Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas,passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em suaimagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele emacusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'. E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão eda impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica oSTF. Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas eformadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O quedizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poderda mentira desse governo. Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....Está havendo uma desmoralização do pensamento Deprimo-me: ' Denunciar para quê, seindignar com quê? Fazer o quê?'. A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Esteneocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, ostextos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo Fica ridículo diante da ditadurado lulo-petismo . A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos! Pior: que osfatos não são nada - só valem as versões, as manipulações. No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca,mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nosver os intestinos de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentoshistóricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a Pino.E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'. Lulo-Petistas clamam:'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tãoclara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaralnão mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?'. Sempre que a verdade eclode, reagem.Quando um juiz condena rápido, é chamado de 'exibicionista'.Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não Teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando... Mas Agora é diferente.As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta,nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando nohorizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa depalavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições,como tendem a fazer o Populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposiçãomecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra',recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatiapolítica de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional xinternacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinhodepois. Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades!'.

domingo, 31 de agosto de 2008

Fracasso olímpico desnuda falso crescimento esportivo


Escrito por Gabriel Brito

Mais uma edição dos Jogos Olímpicos foi encerrada e não pela primeira vez o país passará uns bons dias como autêntico muro das lamentações esportivas, perguntando-se por que esta ou aquela medalha não veio e o que aflige o país nas horas decisivas - debate este muito em voga com algumas derrotas que não são cômicas porque tomam contornos trágicos.

Não é preciso se estender muito para lembrar que o país não perde o costume de criar bolhas desmedidas de euforia que ao estourarem levam o torcedor e o atleta da empolgação máxima à profunda depressão. Tampouco é necessário muito esforço para perceber que tal comportamento é propiciado pela cobertura da grande mídia, desesperada por ídolos e resultados que encantem o fã, e pela velha cartolagem nacional, sempre vendendo discursos de evolução da futura potência olímpica que acabam desmascarados ao final de cada grande competição.

Dependência dos poucos ídolos

Carente de um maior número de atletas mundialmente de ponta, nada mais natural que as esperanças e sonhos de triunfo recaiam sobre as costas dos atletas mais bem cotados internamente. No entanto, como a estrutura dada à maioria dos atletas não acompanha o nível de expectativa, cria-se a perigosa, como cansamos de ver em Pequim, combinação entre esses dois fatores. Ao se depararem com a primeira frustração, nossos atletas acabam por cair em prantos, extravasando os anos de esforço não visto e não compensado, além do posterior esquecimento que o regresso ao país lhes reserva.

Não estaria na hora de o país utilizar seus prodígios de cada esporte como modelos para as novas gerações, o que permitiria ao país evoluir e renovar-se constantemente?. O que, por conseguinte, diminuiria muito o peso sobre os poucos que conseguem chegar longe e representar o Brasil em competições oficiais.

Foi flagrante a quantidade de compatriotas nossos chorando derrotas, inesperadas ou não, diante das câmeras, ato seguido de lamentos pela falta de apoio durante tantos anos e pelas divagações sobre o que será de agora em diante. De forma geral, esse choro todo cria rótulos, reaviva discussões em torno do velho complexo de vira-lata, detectado por Nelson Rodrigues quando o Brasil não tinha nem televisão ainda. Não é complexo algum, é a simples e dura realidade: o que vemos nos quadros de medalhas é o reflexo daquilo que o país está apto a conquistar, nada mais.

Se o surgimento de Cielos, Hypolitos e Gregorios servir apenas como perspectiva de vitórias na próxima competição, e não como bandeira com vistas a popularizar a modalidade e revelar um número crescente de talentos, vamos resolver o problema do volume de água do São Francisco com os jogos de Londres 2012.

E dinheiro nem é mais problema...

Em outros tempos, a simples justificativa da falta de verbas já servia como explicação quase definitiva para nossas escassas alegrias esportivas. Hoje em dia, entretanto, a situação mudou muito e, apesar de ainda insuficientes, uma maior quantidade de recursos não é sinônimo de grandes transformações se não raro são usados de forma inapropriada.

Para compreender melhor a questão, vale lembrar que as contas do Pan do Rio, realizado no ano passado, seguem sem aprovação da União, o que é muito compreensível quando se verifica que o orçamento previsto de R$ 400 milhões ganhou um zerinho a mais, isto é, decuplicou-se.

E como prova de que a verba destinada às práticas esportivas deixou de ser o grande problema, o site Contas Abertas revelou que, ineditamente, o orçamento do setor em 2008 supera o da cultura. "Enquanto o montante desembolsado pela pasta do Esporte esse ano (até agora) é de R$ 317,1 milhões, a Cultura aplicou R$ 293 milhões. Para 2008, a verba autorizada é de R$ 1,3 bilhão e empata com a da Cultura", informa o órgão.

Porém, de que adianta tamanha dinheirama se a única representante do Brasil na maratona, Marily dos Santos, cortadora de cana até os 18 anos, teve de pegar emprestado o uniforme de um colega brasileiro para correr? O traje sobrando no corpo da esguia atleta escancarava a patacoada. De que adianta, se a única psicóloga da delegação teve sua ida aos jogos forçada pela equipe de vôlei, pois o Comitê Olímpico Brasileiro era contra, e sua estadia teve de ser bancada pelo treinador José Roberto Guimarães?

Aliás, esse episódio merece uma observação à parte: enquanto vemos nossos atletas desmancharem-se em lágrimas ao sucumbirem mediante situações de alta exigência física e emocional, os líderes do esporte nacional crêem ser desimportante a utilização de profissionais de apoio psicológico, sendo que todas as grandes potências esportivas estruturadas oferecem suporte a suas equipes.

Conclusões

Postos à mesa nossos resultados, fica evidente que o país, assim como em muitas outras áreas, desperdiça gritantemente seus recursos e capacidades, o que não leva pouco tempo para se mudar. Tendo apenas 12% de suas escolas com quadras para prática esportiva, o investimento nessa base é mais que primordial para que no futuro nos acostumemos com gerações de atletas de primeiro escalão, em todos os esportes e com renovação constante.

Prestigiar o atleta somente quando este já é profissional e provou por conta própria seu valor, além de oportunista, é enganoso, pois passa a imagem de que grandes empresas e federações respaldam nossos esportistas de forma incondicional, fazendo-nos esquecer dos que estão na mesma luta e seguem largados.

Promover a prática esportiva desde cedo, além de ensinar a ganhar e a perder na vida, promove convívio e inclusão social. Foi por esse processo que passaram, e passam, as grandes potências olímpicas, inclusive Cuba, que tem mais ou menos o tamanho de Sergipe e já disputou palmo a palmo a liderança do quadro geral com os próprios norte-americanos.

Dessa forma, parece claro que primeiro devemos nos estruturar (e limpar) internamente para que no médio prazo possamos começar a colher resultados que ainda não estamos acostumados a obter. No entanto, nossos dirigentes, não satisfeitos em estourarem em 1000% as contas do Pan, já anunciaram que o próximo passo é sediar os jogos de 2016.

Mas para que organizaríamos uma Olimpíada dentro de casa em prazo tão breve? Para chorar nossas mazelas e fraquezas diante do mundo todo dentro de casa? Pra brigar pau a pau com a Mongólia no quadro geral? Pra despejar um caminhão de dinheiro na mão de quem o faz sumir sem constrangimento algum? Deve ser para virar motivo de piada da própria população, como na "adaptação" do filme
‘A queda’, em que se fantasiam cenas de um Hitler desolado com a derrota que se aproximava em Berlim.

O Brasil olímpico é um retrato fiel do Brasil que conhecemos de todos os dias. Desperdício de talento/recursos, descaso, tragédias cinematográficas em momentos decisivos, corrupção endêmica e falsas promessas para aliviar as dores e fazer acreditar que um dia seremos o que idealizamos. No fundo, parece que já estamos acostumados.

Gabriel Brito é jornalista do Correio da Cidadania.

sábado, 30 de agosto de 2008

Especialistas sugerem estratégias e diretrizes para melhorar o setor hospitalar no Brasil.




29/08/2008
Os hospitais brasileiros são responsáveis por dois terços dos gastos do setor e também de grande parte da assistência oferecida, liderando a prestação de serviços em saúde. Ao mesmo tempo, a rede hospitalar no Brasil pode ser considerada pluralista, pois está composta por uma ampla gama de arranjos financeiros, organizacionais e de propriedade, abrangendo tanto o setor público quanto o privado. O dinamismo é a característica mais interessante da rede. Este perfil retrata o desempenho hospitalar no Brasil, e faz parte de livro lançado recentemente com o apoio do Banco Mundial e do Instituto Brasileiro para Estudo e Desenvolvimento do Setor de Saúde (IBEDESS). A publicação apresenta um panorama do setor hospitalar brasileiro, analisando os elementos-chave necessários para promover e assegurar a excelência no desempenho deste setor. Tendo em vista este cenário, que estratégias e diretrizes poderiam auxiliar a melhoria do setor hospitalar público no país? O Blog do Cebes reúne a opinião de especialistas em saúde e trata desta importante questão. De acordo com Bernard Couttolenc, doutor e consultor em economia da saúde e co-autor do livro “Desempenho Hospitalar no Brasil”, foi proposta uma estratégia de mudança para o sistema hospitalar bastante abrangente, incluindo ações voltadas para a melhoria da eficiência e qualidade dos hospitais, além de uma mudança nos mecanismos de pagamento e de governança dos hospitais. Esta última mudança, por exemplo, foi apontada por Couttolenc como a principal maneira de garantir o nível adequado de autonomia, já que, segundo sua percepção, os hospitais com baixo nível de autonomia gerencial dificilmente conseguem ser eficientes. O estudo mostrou que há um pequeno número de hospitais que são centros de excelência mundial no Brasil, enquanto a maioria depende de financiamento público e ostenta padrões deficientes de qualidade. Já o pesquisador do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da ENSP, Pedro Barbosa, afirma ser preciso reconhecer que o sistema brasileiro está na “contramão” em termos de política e organização da atenção hospitalar. “Embora o SUS tenha propiciado uma verdadeira revolução em termos da atenção básica, com extensão de cobertura sem igual, tecnologias para promoção, prevenção e cuidados básicos, integração em redes; pouca coisa mudou com o SUS na atenção hospitalar”, acredita. Barbosa julga necessário reconhecer a distorção existente na atenção e gestão hospitalar, tanto em termos de inadequação assistencial quanto econômica e de gestão. “Outra diretriz fundamental diz respeito ao fato de o hospital estar sistematicamente integrado e subordinado à rede”, completa. Geralmente a falta de recursos é vista como um dos maiores problemas para o baixo desempenho dos hospitais públicos. Com as pesquisas realizadas, Couttolenc diz que, por um lado, é possível ter bons resultados com os recursos disponíveis, o que passa a ser um dever dos gestores da saúde; por outro, é necessário mais investimentos para poder concretizar uma série de iniciativas. A conjunção dessas duas condições torna-se um fator preponderante para a falta de recursos, analisa Barbosa. O pesquisador avalia que essa falta está associada à complexidade da atenção hospitalar e os custos elevados. “Há nítida escassez ou limitação de recursos, não apenas para a atenção hospitalar, mas também para o cuidado à saúde em geral. Nosso sistema faz milagre com o pouco que dispõe, se comparado a países que gastam muito mais que o Brasil”, argumenta. Em contrapartida, o pesquisador da ENSP leva em consideração a má gestão dos recursos como, por exemplo, na manutenção de leitos e internações desnecessárias e também por conta da ausência de padrões gerenciais e profissionais adequados às exigências de uma gestão extremamente complexa e que se diferencia permanentemente. “É preciso combater a ineficiência, mas é preciso dispor de mais recursos do que os disponíveis atualmente”, ressalta Barbosa. Nestes casos, Barbosa argumenta que uma diretriz eficiente para melhorar o sistema hospitalar público seria fechar os hospitais que não possuem tecnologia e escala econômica. “Isso deve ser feito, ainda que se transforme esse hospital em um centro de cuidados básicos. Só assim não jogaremos dinheiro fora na atenção hospitalar”. O pesquisador lembra que a rede hospitalar no país está diminuindo, ainda que às custas do fechamento de leitos privados. Mesmo assim, existe uma taxa média de 50% de ociosidade nos hospitais. Para o consultor do Banco Mundial, André Médici, do ponto de vista dos gastos hospitalares, seria importante dispensar mais recursos na gestão dos hospitais e na qualificação dos profissionais, para que estes possam trabalhar com boas práticas de gestão, visando reduzir economizar, especificamente, os desperdícios vinculados à assistência hospitalar.Algumas causas do baixo desempenho dos hospitais foram identificadas no livro como decorrência da falta de informação, da baixa qualidade do atendimento, a ineficiência da produtividade e a responsabilização obscura, até mesmo em desacordo com a legislação sanitária brasileira. Dentre estes fatores, Couttolenc destaca que os sistemas de informação vigentes que foram avaliados não permitem saber o destino dos gastos hospitalares e se estes produzem resultados adequados. “Somado a isto, verificamos que pouquíssimos hospitais no Brasil têm sistema de apuração de custos ou uma preocupação com este tipo de informação. Acontece a mesma coisa com a área da qualidade. Esta realidade prejudica o gerenciamento dos hospitais”, acrescenta o especialista. Frente a estas evidências, aparece o desafio de gerir instituições com amplas variações em produtividade, qualidade e custos. Assim, cresce a variedade de propostas de políticas para contornar esse cenário. Para Barbosa, é preciso investir em modelos gerenciais mais descentralizados, com maior autonomia da direção das instituições e mais instrumentos de gestão, tanto administrativa como assistencial. “Óbvio que precisamos também de profissionais habilitados, valorizados, motivados e participando de toda uma construção. Eles constituem parte importante para a consolidação das instituições", diz.
Um dos principais problemas que tem de ser enfrentados hoje nos hospitais, segundo Médici, é justamente o de gestão que, muitas vezes, resulta no desperdício de recursos em hospitais que já possuem baixa qualidade. O consultor do Banco Mundial aponta que, no Brasil, falta o estabelecimento de parâmetros que orientem os hospitais dentro de determinados tipos de comportamento e eficiência esperados. “De alguma forma, a regulação do setor público está relacionada a isso. Deveria ser um dos papéis do setor estabelecer diretrizes, não a partir de medidas normativas, mas sim da observação dos parâmetros definidos e dos sistemas de informações que estão sendo criados dentro dos próprios hospitais”, complementa. A formulação e disseminação de novas políticas e programas, em escala nacional, são o primeiro passo para suprir às necessidades dos hospitais brasileiros, apontam os especialistas. Eles defendem que trabalho tem que ser contínuo, pois não se consegue grandes mudanças em pouco tempo, sobretudo em hospitais de alta complexidade. Barbosa julga que a sustentabilidade política, econômica e a capacidade técnico-profissional podem construir efetivas mudanças: “isso é possível, basta querer e ter referências para orientá-las”, argumenta.

Um tempo novo e todinho seu!

Uma página em branco esperando por novas histórias, novas aventuras...
Aproveite muito bem este tempo e faça de tudo para ser feliz, pois
'cada minuto da vida é um milagre que não pode ser repetido'.
Prepare uma receita pra vida....
INGREDIENTES:FAMÍLIA: é aqui que tudo começa; AMIGOS: nunca deixe faltar; RAIVA: se acontecer que seja pouca;DESESPERO: pra quê?PACIÊNCIA: o máximo possível; LÁGRIMAS: enxugue todas; SORRISOS: os mais variados; PAZ: em grande quantidade; PERDÃO: a vontade; ESPERANÇA: não perca jamais; CORAÇÃO: quanto maior melhor; AMOR: pode abusar; CARINHO: essencial; MODO DE PREPARO:
Reúna sua FAMÍLIA e seus AMIGOS. Esqueça os momentos de RAIVA e DESESPERO. Use toda sua PACIÊNCIA; substitua as LÁGRIMAS por SORRISOS. Junte a PAZ e o PERDÃO, depois ofereça aos seus desafetos. Deixe a ESPERANÇA crescer em seu CORAÇÃO. Viva sempre com muito AMOR e CARINHO.Rendimento: uma vida maravilhosa e um dia +que maravilhoso!!!!!!!!

Armadilhas do cigarro.

Por Luizemir Wolney C. Lago*
No início desta década, o Brasil deu um importante passo em prol da saúde ao proibir terminantemente a propaganda de cigarros e outros derivados de tabaco em jornais, TVs, rádios, revistas e internet, além de eventos esportivos e culturais. Previsões catastrofistas, como queda astronômica nas receitas dos veículos de comunicação, desemprego ou o fim da Fórmula 1 como conseqüência da nova legislação, não se confirmaram. Havia uma premissa básica e verdadeira. Com menos exposição do produto na mídia, o número de novos fumantes seria reduzido, o que de fato vem ocorrendo. A própria indústria do tabaco mudou o discurso e diz, agora, que o foco principal são "os fumantes de outras marcas", ou seja, que a estratégia de marketing está voltada para a fidelização dos atuais clientes. A prática, entretanto, é outra. Basta visitar pontos de venda, especialmente bares e baladas, onde a propaganda de cigarros ainda é autorizada para verificar que as mensagens publicitárias são prioritariamente destinadas ao público mais jovem. Obviamente, quanto mais cedo se começa a fumar, mais cedo se vicia. Também não é mera coincidência a recente proliferação de marcas com sabores adocicados ou mentolados, feitos para vencer a resistência inicial que as pessoas possam ter ao gosto amargo do cigarro. O que dizer, então, da moda do narguilé? Bares famosos das grandes capitais brasileiras há muito oferecem esse cachimbo d'água típico dos países árabes aos clientes para baforadas "inocentes" ao sabor de chocolate, menta, maçã, cereja, uva, melão, melancia ou canela, entre outros. A indústria do fumo, mais uma vez, usa de artimanhas para fisgar o consumidor, principalmente os jovens, muitos dos quais nem imaginam que o narguilé é tão ou mais tóxico que um cigarro industrializado. Como médica, acompanho diuturnamente o drama dos dependentes de nicotina, a maioria dos quais fuma pelo menos dois maços por dia. Como profissional de saúde pública, posso afirmar que, de fato, houve avanços inegáveis, mas o caminho ainda é longo para que o tabagismo seja cada vez menos estimulado. E essa briga não é apenas dos governos, pois se trata de uma questão sociocultural, de mudança de hábitos, de comportamento, de prevenção. Sob o ponto de vista de promoção de saúde, uma das bandeiras levantadas mundialmente é relativa à restrição do tabaco em ambientes fechados, que visa prevenir, prioritariamente, o fumo passivo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há cerca de 2 bilhões de fumantes passivos em todo o mundo, dos quais 700 milhões são crianças. E não há fumódromo que dê jeito, pois a fumaça do cigarro não respeita fronteiras. No Estado de São Paulo, um programa lançado em 2007 reconhece publicamente todas as empresas, edifícios, bares, shoppings, lojas, lanchonetes, restaurantes e outros espaços públicos fechados que eliminarem comprovadamente o cigarro e os derivados de tabaco de seus ambientes. O selo Ambiente Livre de Tabaco é concedido a estabelecimentos que proibirem espontaneamente o fumo, banindo inclusive os fumódromos e eliminando cinzeiros. O mérito de um programa como esse, inspirado em projetos já implantados com sucesso em outros países, é justamente o caráter de adesão voluntária, uma vez que os responsáveis por qualquer estabelecimento que obtiver o selo irão cuidar para que realmente ali ninguém fume. Acender cigarro, cachimbo, charuto ou cigarrilha, só na rua. Os proprietários de restaurantes, inicialmente, resistiram à idéia. Mas mesmo nessa área já é possível perceber um movimento em favor da eliminação do tabaco. Em São Paulo, a 1900, uma das principais redes de pizzarias da cidade, decretou o fim da ala de fumantes e recebeu o selo ontem. A maioria dos clientes, até mesmo os que fumam, aprovou a medida. Neste 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, convidamos a população paulista, as entidades de classe, os empresários e a sociedade civil organizada para unir esforços contra as armadilhas do cigarro e em favor da luta antitabagista. É um trabalho árduo de promoção de saúde e de hábitos de vida saudáveis, no qual o cigarro e seus derivados definitivamente não se encaixam. PS: Fumar faz (muito) mal à saúde.
(*) Luizemir Wolney C. Lago é médica psiquiatra e sanitarista, diretora do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, na edição do dia 29/08/08.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Mito do bom "administrador" despolitiza processo eleitoral.

Última modificação 28/08/2008 16:07
Para especialistas, partidos tendem a apresentar propostas similares e sobrevalorizam o marketing do que se tornou um “mercado eleitoral”
Renato Godoy de Toledo
da Redação
O início da campanha eleitoral na televisão e nas ruas revela o recrudescimento de um quadro já existente nos últimos pleitos. A proximidade programática entre os partidos favoritos e a despolitização do debate eleitoral – que fica restrito mais à construção publicitária dos candidatos do que de a uma posição política – são as marcas das campanhas para as prefeituras das principais cidades brasileiras. Essas constatações foram unânimes entre especialistas consultados pela reportagem.
Como conseqüência desse debate em torno de aspectos mais relacionados ao marketing do que à política, criou-se o mito do gerente como o bom administrador público, numa analogia com a iniciativa privada, em que o Estado aparece como órgão alheio à política.
Nesse cenário, à luz das experiências históricas das esquerdas, o uso das eleições como um espaço para a elevação do grau de consciência da população é apontado como improvável, ainda que as administrações de perfil democrático e popular possam significar melhorias na qualidade de vida dos mais pobres.
Novo espectro
Para Mauro Iasi, cientista político da Universidade Metodista de São Paulo, parte dos problemas apresentados são fruto da nova configuração do espectro político brasileiro, com a guinada rumo ao centro de setores da esquerda.
“Os diferentes partidos de centro, direita e alguns fundados na tradição de esquerda, confluíram para um ponto programático. Ainda temos uma direita corporificada em partidos que apresentam claramente a proposta do capital, como o DEM e o PSDB, mas formou-se um centro com o deslocamento do PT, e este transitou para uma proposta que aceita o capitalismo com uma gestão democrática, não mais 'democrática e popular', como anteriormente”, constata.
Segundo o cientista político, esse rearranjo de forças criou uma esquerda que se encontra em fase de reconstrução. “Nesse novo campo, há partidos que participam do processo eleitoral visando o acúmulo de forças. Outras correntes enxergam as eleições de forma mais utilitarista, para fazer a propaganda de seu programa”, afirma.
O sociólogo Rudá Ricci enxerga a proximidade entre os grandes partidos como um reflexo de uma estrutura eleitoral importada dos EUA. “Nos últimos dez anos a política eleitoral evoluiu para um modelo "americanizado", ou seja, constituiu-se um "mercado eleitoral". Os partidos passaram a se estruturar como empresa, se tornando partidos-empresa. O peso dos cargos burocráticos passou a ser enorme, maior que o das lideranças e eleitos”, opina.
Ricci elenca como outro componente desse quadro a polarização nacional entre PT e PSDB, que também remete à estrutura política dos EUA, hegemonizada pela disputa entre o Partido Democrata e Republicano. “A direita partidária está gravitando, desde FHC, a partir desses dois partidos (PT e PSDB). Assim, com uma disputa tão acirrada, a tendência é que os marketeiros tenham cada vez mais destaque, esvaziando as diferenças ideológicas-partidárias. O 'risco' de ousadias programáticas é quase eliminado”, explica.
Elevação da consciência
A aproximação dos programas de campos outrora distantes reflete na administração desses partidos, de acordo com o sociólogo Francisco de Oliveira. “As gestões apresentam pequenas variações que não chegam a ser diferenças importantes. Salvo, talvez, na questão da corrupção, que em algumas siglas é mais desavergonhada. Mas, paradoxalmente, alguns setores da população se beneficiam com algumas promessas que são convertidas em realidade”, analisa.
Para o sociólogo, no entanto, em âmbito municipal existem mais possibilidades de se aplicar políticas progressistas do que nacionalmente. “Em nível municipal, dificilmente os partidos se enfrentam com questões decisivas, tais como a distribuição de renda, o poder das empresas, a política monetária, a política cambial, os superávits, etc.”, diz.
O sociólogo se diz pessimista com a possibilidade de as eleições serem utilizadas como instrumento de elevação da consciência dos brasileiros, como acreditou a esquerda por um bom tempo, segundo ele. “Durante décadas alimentamos, principalmente na esquerda, a convicção de que um desenvolvimento econômico levaria também a um desenvolvimento político, e a uma maior conscientização. E infelizmente o exemplo que vem dos países capitalistas mais desenvolvidos confirma o pessimismo da Escola de Frankfurt”, pontua.
Para justificar seu pessismo, Oliveira cita como exemplo a popularidade que Paulo Maluf obteve durante décadas na cidade de São Paulo – “mesmo sendo o político que é” – e o retorno da política russa à “Idade das Trevas” após a experiência socialista, “mesmo com todos os graves defeitos”. “Recomenda-se um pessimismo iluminista ou um otimismo desconfiado com as eleições”, conclui.
De acordo com Rudá Ricci, mesmo com as limitações, o período eleitoral pode ser positivo para a população tomar consciência sobre o seu papel na sociedade. “Toda eleição é positiva pelo simples fato de colocar em debate a política como decisão do cidadão, da vontade do cidadão. Mesmo que seja parcial, o cidadão percebe, naquele momento, que tem um poder que não é tão nítido nos períodos entre eleições. E, com a eleição se aproximando, o eleitor é obrigado a criar algum critério de escolha, se obrigando a pensar a política, o município, as diferenças e possibilidades”, esclarece.
Brechas municipais
Rudá Ricci não vê com otimismo a possibilidade de governantes mais à esquerda implementarem políticas progressistas com perspectivas transformadoras. “Não consigo perceber uma agenda de esquerda nos governos municipais. Há muitos retrocessos, como na área educacional, na qual o sistema de ciclos de formação, uma importante inovação para superar o modelo taylorista de seriação, foi abandonada pelo pragmatismo”, diz.
Mesmo políticas progressistas como o Orçamento Participativo, iniciado em administrações petistas, apresentam ineficiências atualmente, de acordo com Ricci. “O orçamento participativo vem sendo instrumentalizado partidariamente e em algumas localidades as plenárias que cumpriam um papel pedagógico (de articulação e criação de solidariedade entre cidadãos) vão sendo substituídas pelo Orçamento Participativo Digital”.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Vergonha!!!!!!!!!!!!

Isso acaba denegrindo os bons servidores que ainda resistem
as dificuldades enfrentadas no Serviço Público.

Um país que cai de bunda e chora.



UM PAÍS QUE CAI DE BUNDA E CHORA - OLIMPIADAS/2008

James Pizarro

Sou tomado de profunda melancolia ao contemplar o desempenho do Brasil nas Olimpíadas...e constatar nossa colocação no quadro de medalhas...comparar nosso país com os países que estão à nossa frente.
Fico triste ao ver que na nossa seleção olímpica de futebol existem jogadores que ganham milhões e milhões de dólares, enquanto representantes do nosso judô choram e são humilhados por não ter dinheiro para pagar o exame de faixa preta. Fico irado ao ver o Galvão Bueno, nas transmissões da Globo, enaltecer delirantemente "o gênio mágico" do "fenômeno" Phelps, nadador norte-americano...e não falar no mesmo tom do nosso nadador Cielo , esse sim, um fenômeno. Fenômeno porque treinou seis horas por dia nos três últimos anos, numa cidade do interior dos EUA, sustentado pelos próprios pais e pela generosidade de alguns amigos, pois não recebe um auxílio oficial.Fico depressivo ao contemplar na TV nossas minguadas medalhas de bronze. E fico pensando que, de cada mega-sena e outras loterias oficiais, o governo paga apenas 30 % do arrecado ao ganhador e propaga que os outros 70 % são destinados a isso ou aquilo, sem que a gente possa fiscalizar com nitidez essa aplicação. Estou por completar 66 anos. E desde pequenino tem sido assim. Lembro do Ademar Ferreira da Silva, nosso bicampeão olímpico do salto tríplice que foi competir tuberculoso ! E jamais me sairá da mente o olhar de estupor de Diego Hipólito caindo de bunda no chão no final da sua apresentação, quando por infelicidade e questão de dois segundos deixou de subir ao pódio. E de suas lágrimas pedindo desculpas, quando ele não tem culpa de nada. Das lágrimas de outros atletas brasileiros dizendo que não deu. Pedindo desculpas aos familiares e ao povo.Meus Deus ! Será que vou morrer vendo um povo que só chora e pede desculpas ? Será que vou morrer num país que se estatela de bunda no chão, enquanto os políticos roubam descadaradamente e as CPIs não dão em nada ?Será que vou morrer num país que se contenta com o assistencialismo e o paternalismo oficiais, um povo que vende seu voto por bolsa-família e por receber um botijão de gás de esmola por mês ? Até quando, meu Deus !?
"O Brasil não passa de um imenso Paraguai" - A.Pertence